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O evento serviu como preparatório para o Encontro Nacional de Comunicação do sindicato nacional, previsto para o mês de outubro

Realizado nos dias 5 e 6 de julho,  o Encontro Regional de Comunicação do ANDES-SN reuniu docentes e jornalistas das seções sindicais para debater e avaliar a implementação do Plano de Comunicação do Sindicato Nacional, além de discutir a importância da democratização da comunicação e de um novo marco regulatório no Brasil. Coordenado pelos diretores encarregados de dirigir o Grupo de Trabalho de Comunicação e Artes do ANDES-SN (GTCA), o encontro foi realizado na sede da ADUFF. Além de Niterói, Ponta Grossa (PR) e Fortaleza (CE) também sediaram eventos preparatórios ao Encontro Nacional de Comunicação do ANDES-SN, previsto para o mês de outubro.

No encontro, a comunicação foi alçada como um instrumento fundamental na luta contra-hegemônica, essencial para a divulgação e para a construção de um novo projeto de sociedade. Nesse contexto, os participantes ressaltaram a importância da imprensa sindical no diálogo com a categoria e com o resto da classe trabalhadora. Pontuaram  a necessidade dos veículos das seções sindicais docentes superarem o corporativismo, incorporando as pautas de outras categorias e dos movimentos sociais em suas produções, sem perder o contato com o cotidiano vivido pela base.

Debatedores e encontristas também defenderam a discussão da comunicação para além de um instrumento e a importância do movimento docente se apropriar das pautas políticas relativas à temática. A luta pela democratização da comunicação foi entendida como um meio para garantir a todos acesso pleno à comunicação, que é considerado um direito humano.

Além disso, o encontro também destacou a necessidade de capitanear a indignação e a revolta aos meios de comunicação tradicionais - que surgiram durante as manifestações de massa no país - e transformá-los em ação política. A adesão à campanha para coletar assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular que visa diminuir a concentração dos meios de comunicação no Brasil foi um encaminhamento nesse sentido (saiba mais em: http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/). A manutenção da articulação entre o ANDES-SN e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) também foi avaliada como necessária.

Plano Geral de Comunicação do ANDES-SN

O Plano Geral de Comunicação do ANDES-SN, aprovado no 33º Congresso do Sindicato Nacional, também pautou as discussões do grupo. Além da apresentação das iniciativas desencadeadas após sua aprovação e do resultado da pesquisa realizada junto às seções sindicais cada representação das AD’s pode dar informes sobre o setor de comunicação em suas seções sindicais. Entre as conclusões resultantes desse momento estão a necessidade da comunicação do Sindicato Nacional e das seções sindicais operarem em rede – possibilitando a maior troca de informação e articulação entre os jornalistas - e de os diretores das AD’s entenderem a importância desse setor, trabalhando para seu fortalecimento.

“Realmente é um desafio convencer nossos colegas sobre o papel estratégico da imprensa na entidade sindical. Os veículos de comunicação são essências para a construção da consciência crítica e do combate ao senso comum na categoria. E por mais que os jornalistas entendam a importância política da comunicação no sindicato, é a diretoria que pauta politicamente o que vai sair em nossos veículos. Por isso a necessidade de os docentes e, principalmente, as direções dos sindicatos, tomarem essa discussão para si. Nesse sentido, acho que o encontro foi muito positivo”, destaca a presidente da ADUFF, Eblin Farage.

O 1º vice-presidente do ANDES-SN e integrante do GTCA nacional, Luiz Henrique Schuch, concorda. “Os debates foram muito ricos e suscitaram uma série de questões que certamente serão aprofundadas no encontro nacional”. A mesma opinião é dividida pelo coordenador do GTCA nacional, Rondon de Castro. “Estamos fazendo uma síntese do que foi debatido nos três encontros. O documento será discutido no GTCA no início do segundo semestre, e será utilizado para preparar o Encontro Nacional. É um documento preparatório para estimular a discussão do que foi levantado”, acrescenta.

Começa nesta sexta-feira, dia 5, e vai até sábado o Encontro Regional de Comunicação do ANDES-SN. O evento que tem como objetivo servir como preparatório para o III Encontro Nacional de Comunicação do sindicato nacional (previsto para acontecer no segundo semestre) será realizado na sede da ADUFF (Rua Lara Vilela, 110, São Domingos, Niterói).

Entre as temáticas que serão debatidas no encontro estão a necessidade da democratização da Comunicação e de um novo marco regulatório no Brasil, a importância da comunicação contra-hegemônica e alternativa  para a construção de uma sociedade mais justa e o debate e avaliação sobre o Plano de Comunicação do Sindicato Nacional. Além de Niterói, Ponta Grossa (PR) e Fortaleza (CE) também realizam os encontros regionais.

Confira a programação:

Mesa 1 – 05/07, às 16h: Análise de conjuntura e disputa de hegemonia

Debatedores: Marcelo Badaró (UFF), Rodrigo Castelo (UNI-RIO) e Rondon Castro (ANDES-SN)

Mesa 2 – 06/07, às 9h: Plano de comunicação do ANDES-SN e as experiências da comunicação sindical

Debatedores: Luiz Henrique Shuch (Andes-SN) e Renata Maffezoli (Jornalista do ANDES_SN)

(espaço para as seções sindicais apresentarem informações sobre o funcionamento da comunicação em sua sessão e avaliação de sua seção sobre o Plano Nacional de Comunicação do ANDES-SN)

Mesa 3 – 06/07, às 10h30: Organizações dos trabalhadores e comunicação alternativa

Debatedores: Cláudia Santiago (Núcleo Piratininga de Comunicação), Arthur William (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) e Rondon de Castro (ANDES-SN)

Mesa 4 – 06/07, às 14h: Democratização da comunicação: necessidade de um novo marco legal

Debatedores: Orlando Guilhon (FNDC), Adilson Cabral (UFF), Iara Moura (Intervozes) e  Luiz Henrique Shuch (ANDES-SN)

Mesa de Encerramento – 06/07, às 16h - Sistematização das propostas a serem levadas ao Encontro Nacional de Comunicação

Debate realizado pela ADUFF propõe reflexões sobre as manifestações de Junho

A ADUFF promoveu na tarde desta terça-feira, 2 de julho, o debate “Manifestações de Junho: movimento docente e conjuntura”, com o objetivo de contribuir para a reflexão do inesperado movimento de massas que tomou as ruas do país. Participaram do debate Osvaldo Coggiola, da USP, e Marcelo Badaró, da UFF. O presidente da AdUFRJ, Mauro Iasi, pediu desculpas por não poder comparecer e se comprometeu a vir para um próximo debate sobre o tema.

Marcelo Badaró iniciou apontando as dificuldades de refletir sobre acontecimentos que ainda estão em curso. Ele dividiu sua apresentação em uma introdução sobre as questões centrais das mobilizações, uma análise do que isso revela sobre “nossas forças” (referindo-se ao movimento autônomo, classista e combativo), e perspectivas para o futuro.

Segundo Badaró, o aumento das passagens toca numa questão direta do cotidiano das pessoas, que vêm pagando muito por um transporte público de péssima qualidade. Diante de uma alta generalizada do custo de vida, o movimento contou com apoio amplo e generalizado desde as primeiras manifestações, ainda pequenas. “A esse movimento, o Estado respondeu da única forma com que está acostumado: a repressão. É um grave equívoco dizer que o aparato policial agiu daquela forma por despreparo. Existe uma Polícia Militar muito preparada para fazer o que fez nas mobilizações e faz todos os dias nas favelas e periferias das grandes cidades”. Badaró aponta a violência policial como o estompim para que o movimento se transformasse em massivo. No dia 20 de junho, milhões de pessoas saíram às ruas de mais de 400 cidades brasileiras.

Badaró apontou que tanto a pauta inicial quanto as que vieram posteriormente, após a redução das tarifas, são pautas construídas aos longos dos últimos anos pelos movimentos sociais e partidos políticos de esquerda – especialmente a defesa dos serviços públicos de qualidade. Porém, era uma pauta que se apresentava de forma difusa e abstrata, porque não há uma linha de classe dando direção ao movimento, como havia, por exemplo, no movimento pelas “Diretas Já”, na década de 1980. “Isso revela nossa fragilidade nesse momento”, afirmou. Segundo ele, grande parte desse estrago foi provocado pela ascensão do PT ao poder, que fez com que as pessoas perdessem a esperança, achando que todos os partidos são iguais.

“É preciso transformar o que surgiu como algo difuso em algo que tenha organicidade, assembleias, alguma unidade com perspectiva classista, mobilizando tanto sindicatos quanto movimentos populares que representam os setores mais precarizados da classe”, afirmou Badaró.

Coggiola iniciou sua fala questionando a posição de “especialista”: “o que vou dizer se vocês estavam na rua tanto quanto eu? Bem, vou tentar refletir sobre o debate político, analisar o que está em jogo neste momento”. Para isso, apontou a necessidade de analisar o contesto histórico e o contexto internacional.

Ele iniciou comparando as manifestações de junho com os dois grandes momentos anteriores do movimento de massas no Brasil, as “Diretas Já” e o “Fora Collor”. Disse que, ao contrário dos dois anteriores, essas mobilizações surgiram como uma reivindicação social, não claramente política, mas aos poucos foram tomando uma representação política, inclusive de quesitonamento ao regime.

Lembrou que em exatas duas semanas passou-se de duas mil pessoas nas ruas de São Paulo (6 de junho) a mais de dois milhões nas ruas do Brasil, em 20 de junho. “A crise política se transformou em crise institucional, mas ainda não em crise revolucionária. Essa passagem vai depender da política da esquerda”, afirmou, reforçando a preocupação levantada por Badaró em relação às fragilidades das forças políticas de esquerda. Porém, concluiu, esperançoso: “Sem revoluções, o mundo está condenado”.

Na próxima terça-feira, dia 9 de julho, acontece mais uma assembleia geral da categoria. O encontro que será realizado às 14h, no auditório Macunaíma (Instituto de Letras – Bloco B- Campus do Gragoatá), irá deliberar sobre o indicativo de paralisação no dia 11 de julho  - Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações e debater os textos do Caderno de Textos do Conad.

O dia 11 de julho será marcado pelo Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, com atividades conjuntas previstas em todo o país, organizadas pelas oito centrais sindicais brasileiras CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST, além de participação do MST, do Dieese e outros setores articulados no âmbito do Espaço de Unidade de Ação.  O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) atendeu ao chamado das centrais e também integra a mobilização. Diante disso, o ANDES-SN está convocando os docentes para integrarem à paralisação geral no dia 11 de julho e participarem das atividades a serem preparadas localmente em cada estado.

AG do dia 2 de julho já deliberou pela participação dos docentes em três atividades

Quando foi divulgada, a discussão sobre o 11 de julho não estava na pauta da AG do dia 2. Entretanto, por conta da proximidade da data, os docentes presentes na assembleia votaram pela inclusão do tema na pauta e dos seguintes encaminhamentos: Participação na passeata unificada convocada pela CSP-Conlutas e demais centrais sindicais, que será realizada no dia 11, com concentração às 15h,na Candelária, e construção do ato “Educação e Saúde na Praça”, que está sendo articulado pelo ANDES-RJ e por diversas entidades e movimentos sociais. O evento será realizado a partir das 12h30, na Praça XV. De lá, os manifestantes seguem em coluna para a Candelária, para aderir ao ato unificado. Além disso, a ADUFF, em conjunto com SINTUFF e os estudantes, realiza uma manifestação, na manhã do dia 11, a partir das 7h, em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro.

Em assembleia geral da categoria realizada na tarde desta  terça-feira, 02, os docentes da UFF elegeram a presidente da ADUFF, Eblin Farage, como a delegada que vai representar a seção sindical no Conselho do ANDES-SN, o CONAD. Além dela, as diretoras da entidade Claudia March, Verônica Fernandez e Sônia Lucio e o integrante do Conselho de Representantes da ADUFF, Felipe Brito, participarão como observadores.

O CONAD acontece entre os dias 18 a 21 de julho, na cidade de Santa Maria (RS). Além de eleger delgados e observadores, a assembleia também aprovou dois textos apresentados pela diretoria da ADUFF que irão compor o Caderno de Textos do evento. Um deles é uma análise de conjuntura e o outro uma proposta para ampliar o trabalho de base e disputar a base do sindicalismo oficial (PROIFES e MDIA). Uma nova AG será marcada no dia 9 de julho para debater os textos do Caderno de Textos e discutir outras pautas como deliberar se a os docentes da UFF irão construir a paralisação nacional no dia 11 de julho, puxada pelo ANDES-SN e em consonância com a CSP-Conlutas e com uma série de centrais sindicais.

11 de Julho - Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações

Quando foi divulgada, a discussão sobre o 11 de julho não estava na pauta da AG. Entretanto, por conta da proximidade da data, os docentes presentes na assembleia votaram pela inclusão do tema e dos seguintes encaminhamentos: Participação na passeata unificada convocada pela CSP-Conlutas e demais centrais sindicais, que será realizada no dia 11, com concentração na Candelária, e construção do ato “Educação e Saúde na Praça”, que está sendo articulado pelo ANDES-RJ e por diversas entidades e movimentos sociais.  Além disso, a ADUFF, em conjunto com SINTUFF e os estudantes, realizauma manifestação, a partir das 7h do dia 11, em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro.

Na assembleia do dia 9 de julho, terça-feira, os docentes da UFF irão deliberar pela paralisação ou não no dia 11 de Julho, que está sendo orientada pelo ANDES-SN. Vale ressaltar que, apesar do nome, não está sendo proposto greve geral pela categoria.

O dia 11 de julho será marcado pelo Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, com atividades conjuntas previstas em todo o país, organizadas pelas oito centrais sindicais brasileiras CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST, além de participação do MST, o Dieese e outros setores articulados no âmbito do Espaço de Unidade de Ação.  O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) atendeu ao chamado das centrais e também integra a mobilização.

Notas

Em assembleia geral, os docentes da UFF também aprovaram duas notas. Uma em repúdio à ação truculenta da Polícia Militar na Maré, que resultou em 13 mortes (Leia aqui). E outra em conjunto com o Conselho de Representantes e a diretoria da entidade criticando o posicionamento oficial da reitoria de não debater a EBSERH e exigindo da administração central a realização de audiências públicas e debates dentro da Universidade (Leia aqui).

A nota foi aprovada na assembleia geral desta terça-feira, dia 2 de julho

NOTA CONJUNTA DA ASSEMBLEIA GERAL, DO CONSELHO DE REPRESENTANTES E DA DIRETORIA DA ADUFF

02 de julho de 2013

Ao Magnífico Reitor Roberto Salles,

Reiteramos, por meio desta, o posicionamento crítico perante a objeção da reitoria de participar de audiências públicas com a comunidade acadêmica da Universidade Federal Fluminense (UFF) sobre o tema Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Concomitantemente, reforçamos nossa disposição em construir essas audiências com a presença da reitoria.

Consideramos que o tema envolve elevado nível de complexidade e um alcance extensivo e profundo na organização e funcionamento de toda a universidade. Isso provoca uma demanda intensa e continuada de estudos, análises e reflexões que precisa envolver os três segmentos da comunidade acadêmica, mas não na condição de receptáculos de informações, e sim de agentes que atuam na formulação de juízos coletivos, respaldados tecnicamente e avaliados nas suas implicações econômicas, políticas e culturais.

Por isso, questionamos o cerne argumentativo apresentado na reunião do dia 10 de junho de 2013 para justificar a objeção à audiência pública. Além da qualificação dos debates públicos sobre o tema EBSERH como “essencialmente políticos e ideologizados”, foi citada a existência de uma “equipe de especialistas, pessoas da administração pública e médicos” estudando o tema.

Frisamos que a audiência pública é uma ferramenta fundamental para discutirmos tecnicamente e politicamente os posicionamentos diferenciados sobre a temática em epigrafe. Compreendemos que a EBSERH versa sobre conteúdo que irá alterar não só a vida de toda a comunidade acadêmica, professores, alunos, e técnicos no que tange as condições de trabalho e estudo, mas também irá modificar a rotina e o acesso de toda a população de Niterói que utiliza o Hospital Universitário Antônio Pedro.

Neste sentido, o tema exige diálogo amplo e aberto para que todos possam conhecer e discutir o posicionamento da Universidade. Para tanto, entendemos que a audiência pública é um mecanismo adequado para promovermos um debate consistente.

Em suma, esperamos uma revisão do posicionamento oficial da reitoria para que, tão logo possível, possamos realizar debates, fóruns públicos e audiências públicas que envolvam a comunidade acadêmica. Assim, a Assembleia Geral da categoria, o Conselho de Representantes e a Diretoria da ADUFF mantêm seus sintonizados compromissos com a democratização da universidade pública.

Certos de seu necessário compromisso em dialogar com o conjunto da comunidade acadêmica, aguardamos a resposta.

Direção da ADUFF-SSIND

Gestão Mobilização Docente e Trabalho de Base.

A nota foi aprovada em assembleia geral da categoria nesta terça-feira, dia 2 de julho


NOTA DOS DOCENTES DA UFF EM REPÚDIO à AÇÃO TRUCULETA DA POLÍCIA NO COMPLEXO DA MARÉ

Nós, docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF), tornamos público o nosso veemente repúdio a ação policial ocorrida nos dias 24 e 25 de junho na comunidade de Nova Holanda, no Complexo de Favelas da Maré. Além de resultar em inúmeras violações de direitos dos moradores, a ação arbitrária e truculenta da Polícia Militar foi responsável pela morte de 13 pessoas.

Exigimos que o Governador do Estado, Sérgio Cabral, se responsabiliza pelas ações policiais na Maré, assuma a culpa pelo massacre que autorizou – pedindo desculpas e assistindo integralmente às vítimas e seus famílias - e se comprometa, em conjunto com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, com o fim do uso do caveirão e das armas de guerra dentro das favelas cariocas.

Não iremos mais aceitar a polícia e a política militarizada do Estado nos territórios populares, como se esses locais fossem moradia de pessoas sem direitos!

Terça, 02 July 2013 17:16

Morre Ciro Flamarion Cardoso

Morreu no último sábado Ciro Flamarion Cardoso, professor da UFF, e um dos mais renomados historiadores brasileiros. Ciro era professor titular de História Antiga e Medieval, e reconhecido como importante intelectual marxista.
Um de seus primeiros livros, que o tornou mais conhecido, foi “Os métodos da História”, escrito em parceria com Hector Perez Brignole, no período em que foi professor da Universidade da Costa Rica, durante o período de exílio da ditadura militar.
Hoje, dia 2 de julho, será realizado um Ato Ecumênico na Maré em homenagem aos 13 mortos no dia 24 após uma operação do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais).
O ato é uma inciativa de moradores contra a violência policial. A concentração será a partir das 15h na passarela 9 da Avenida Brasil.
Fortaleça esta luta: https://www.facebook.com/events/377928428975235/
É fácil chegar! Instruções de ônibus abaixo.
Chegar na passarela 9 da Brasil de ônibus é muito fácil.
362 / parador (Praça XV – Honório)
Sai do terminal de ônibus da Praça XV, passa pelo Passeio Público, Arcos da Lapa, Rua Mem de Sá, Rua de Santanna, Avenida Presidente Vargas e Leopoldina (pista lateral).
349 / parador (Praça XV – Rocha Miranda)
Sai terminal de ônibus da Praça XV, passa pela Praça Mauá, Av. Rodrigues Alves e Rodoviária Novo Rio.
355 (Praça Tiradentes – Madureira)
Sai da Praça Tiradentes, passa pela Praça da República (Hospital Souza Aguiar), Praça Cristiano Otoni (Central do Brasil), Avenida Rodrigues Alves e Rodoviária Novo Rio.
324 (Castelo – Ribeira) ou 326 (Castelo – Bancários) ou 328 (Castelo – Bananal) ou 378 (Castelo – Marechal Hermes) ou 393 (Castelo – Bangu)
Saem do entorno do Terminal Menezes Cortes, no Castelo, passando pela Avenida Presidente Antônio Carlos, Rua Primeiro de Março (Assembléia Legislativa e Castelo), Avenida Presidente Vargas e Leopoldina (pista lateral).
Recomendações importantes:
O ônibus deve ser PARADOR na Av. Brasil (trafega pela pista lateral). Ao entrar no ônibus, certifique-se de que o veículo não entrará na Linha Vermelha, mas, sim, seguirá pela Avenida Brasil até as passarelas 9 e 10. Algumas linhas municipais acessam a Linha Amarela pela Avenida Brasil.
Certifique-se de que o veículo não deixará a Avenida Brasil para acessar a Linha Amarela.
Para quem vem da Zona Sul: Não há ônibus direto da Zona Sul para o Galpão Bela Maré. A melhor opção é pegar um ônibus até o centro (Praça XV, Praça Tiradentes ou Castelo) e de lá um outro, conforme orientação acima.
Para quem vem do Centro (sentido Centro – Zona Oeste)
Quem vem de Niterói, o 760 ou 761 (Charitas - Galeão) para na passarela 9 também.
O Conselho de Representantes da ADUFF reunido na tarde desta segunda-feira, dia 1 de julho, debateu o processo de manifestações ocorridos ao longo do mês de junho e seus possíveis desdobramentos.
A reunião começou com informes a audiência com a reitoria e sobre as duas Assembleias realizadas na semana passada – uma tratando do contrato com a Unimed, outra justamente avaliando as mobilizações.
Depois, passou-se ao debate sobre os desdobramentos a serem construídos. O principal é apoiar a realização de debates nas unidades, para ajudar na compreensão desse processo. A ADUFF não vai organizar os debates nas unidades, mas se dispõe a ajudar a viabilizá-los e divulgá-los.
Além disso, apontou a necessidade de seguir acompanhando as plenárias do campo combativo e classista, que vem se organizando para disputar politicamente os rumos do movimento de massas. Nesse sentido, uma das tarefas prioritárias é construir o ato unificado de lutas e paralisações aprovado pelas centrais sindicais para o dia 11 de junho.

Entre os dias 5 e 6 de julho, Niterói sediará o Encontro Regional de Comunicação do ANDES-SN. O evento que tem como objetivo servir como preparatório para o III Encontro Nacional de Comunicação do sindicato nacional (previsto para acontecer no segundo semestre) será realizado na sede da ADUFF (Rua Lara Vilela, 110, São Domingos, Niterói).

Entre as temáticas que serão debatidas no encontro estão a necessidade da democratização da Comunicação e de um novo marco regulatório no Brasil, a importância da comunicação contra-hegemônica e alternativa  para a construção de uma sociedade mais justa e o debate e avaliação sobre o Plano de Comunicação do Sindicato Nacional. Além de Niterói, Ponta Grossa (PR) e Fortaleza (CE) também realizam os encontros regionais.


Confira a programação:

Mesa 1 – 05/07, às 16h: Análise de conjuntura e disputa de hegemonia

Debatedores: Marcelo Badaró (UFF), Rodrigo Castelo (UNI-RIO) e Rondon Castro (ANDES-SN)

Mesa 2 - 06/07, às 9h: Plano de comunicação do ANDES-SN e as experiências da comunicação sindical

Debatedores: Luiz Henrique Shuch (Andes-SN) e Renata Maffezoli (Jornalista do ANDES_SN)

(espaço para as seções sindicais apresentarem informações sobre o funcionamento da comunicação em sua sessão e avaliação de sua seção sobre o Plano Nacional de Comunicação do ANDES-SN)

Mesa 3 – 06/07, às 10h30: Organizações dos trabalhadores e comunicação alternativa

Debatedores: Cláudia Santiago (Núcleo Piratininga de Comunicação), Arthur William (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) e Rondon de Castro (ANDES-SN)

Mesa 4 – 06/07, às 14h: Democratização da comunicação: necessidade de um novo marco legal

Debatedores: Orlando Guilhon (FNDC), Adilson Cabral (UFF), Iara Moura (Intervozes) e  Luiz Henrique Shuch (ANDES-SN)

Mesa de Encerramento - 06/07, às 16h - Sistematização das propostas a serem levadas ao Encontro Nacional de Comunicação

Na terça-feira, dia 02 de julho, acontece um ato ecumênico em memória dos mortos da Maré. A concentração será  às 15h, na passarela 9 da Avenida Brasil.

ESTADO QUE MATA, NUNCA MAIS!

Nós, instituições e cidadãos da Maré, tornamos público o nosso veemente repúdio a ação policial ocorrida nos dias 24 e 25 de junho na comunidade de Nova Holanda, provocando violações de direitos dos moradores e a morte de dez pessoas.

Lamentamos que durante a citada operação tenha também ocorrido a morte de um policial militar. Mas estamos indignados com ações arbitrárias e violentas que agridem famílias e provocam execuções sumárias.

O uso recorrente da violência demonstra, de modo inequívoco, o despreparo para a garantia da segurança pública e o desrespeito permanente à vida dos cidadãos por parte do Estado. É preciso estabelecer, de uma vez por todas, que a ordem pública não se confunde com o emprego indiscriminado da força policial.

Os fatos ocorridos na comunidade Nova Holanda são tragicamente comuns em diversas favelas da cidade do Rio de Janeiro. Sabemos muito bem qual é a sua cor e sua dor. Precisamos dizer: Nunca mais!

Não admitimos ocupações policiais desastrosas, autoritárias e brutais em nossas comunidades!

Não é mais aceitável a política militarizada da operação do estado nos territórios populares como se esses locais fossem moradas de pessoas sem direitos!

Responsabilizamos o Governador do Estado e o Secretario de Segurança Pública pelas ações policiais nas favelas. Exigimos um pedido de desculpas pelo massacre e o compromisso com o fim das incursões policiais nas favelas cariocas sustentadas no uso do Caveirão e de armas de guerra.

Em memória dos mortos na maré nos dias 24 e 25 de junho, conclamamos todos os cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro para um Ato Ecumênico na Avenida Brasil, no dia 02 de julho, entre as passarelas 7 e 10 da Avenida Brasil. A concentração será a partir das 15h na passarela 9 para dizer: ESTADO QUE MATA, NUNCA MAIS!


Em memória de:
Ademir da Silva Lima, de 29 anos,
André Gomes de Souza Júnior, de 16 anos,
Carlos Eduardo Silva Pinto, de 23 anos,
Ednelson dos Santos, de 42 anos,
Eraldo Santos da Silva, de 35 anos,
Fabrício Souza Gomes, de 26 anos,
Jonatha Farias da Silva, de 16 anos
José Everton Silva de Oliveira, de 21 anos,
Renato Alexandre Mello da Silva, de 39 anos,
Roberto Alves Rodrigues.

Instituições organizadoras:

Associação de Moradores e Amigos do Conjunto Esperança (AMACE)
Associação de Moradores da Baixa do Sapateiro
Associação de Moradores de Conjunto Bento Ribeiro Dantas
Associação de Moradores Marcílio Dias
Associação de Moradores do Morro do Timbau
Associação de Moradores Roquete Pinto
Associação de Moradores Nova Maré
Associação de Moradores Praia de Ramos
Associação de Moradores Conjunto Pinheiro
Associação de Moradores Parque Ecológico
Associação de Moradores da Nova Holanda
Associação de Moradores do Parque União (AMPU)
Associação dos Moradores do Parque Maré
Associação dos Moradores do Parque Rubens Vaz (Amrpv)
Associação de Moradores da Vila do João (AMOVIJO)
Centro Municipal de Saúde Hélio Smidth
Centro Social Tecnobox
Cidade Escola Aprendiz
Conselho de Moradores da Vila do Pinheiro (COMOVIP)
Cooperativa de Reciclagem Eu Quero Liberdade Ltda - COOPER Liberdade
Instituto Vida Real
Luta pela Paz
Observatório de Favelas
Projeto Uerê
Redes de Desenvolvimento da Maré
ROÇA! Produtos Naturais e Orgânicos

As instituições que apoiarem este ato podem assinar este documento, mandando um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

https://www.facebook.com/events/377928428975235/

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