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Nesta sexta-feira (13), movimentos sociais, organizações e entidades combativas do Rio de Janeiro, organizados na Plenária Classista, realizam um ato contra a repressão policial nas atividades do Grito dos Excluídos em todo o país. A manifestação acontece a partir das 16h, na Cinelândia. A ideia do protesto é se solidarizar com os ativistas violentamente reprimidos pela ação policial e repudiar a brutal repressão e violência do Estado contra os manifestantes, exigindo o direito à livre manifestação, o fim das perseguições e a imediata libertação dos manifestantes presos.

Na próxima terça-feira, dia 17, o Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais da ADUFF (GTPE) volta a se reunir. O encontro acontece às 10h, na sede da entidade sindical. Confira a pauta abaixo e participe!

Pauta:

- Informes

- Pesquisa sobre condições de Trabalho na Uff

- Outros assuntos

Ato em frente à reitoria da UFRJ, que seria realizado nesta quinta-feira, foi cancelado

Na tarde desta quarta-feira (11), o ANDES-SN comunicou às seções sindicais que foi retirada da pauta da reunião do Conselho Universitário da UFRJ (que acontecerá na quinta, dia 12) a adesão da Universidade à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Dessa forma, o Ato Nacional deliberado no 58º COND e previsto para acontecer nesta quinta-feira, em frente à reitoria da UFRJ, foi cancelado. Em breve, o ANDES-SN divulgará  nova data para a manifestação.

A diretoria do ANDES-SN já deliberou o Tema Central do número 53 da Revista Universidade e Sociedade, a ser lançado no 33º Congresso Nacional do Sindicato Nacional, que será “Dimensões da luta: vozes da rua e as reflexões da universidade”. A relevante atualidade da temática apresentada sugere que os artigos aprofundem as visões mais amplas das movimentações de rua e as perspectivas da organização de classe no Brasil.
A revista está aberta à colaboração de docentes e profissionais interessados na área e que desejam compartilhar seus estudos e pesquisas com os demais. O prazo final para o recebimento das contribuições para o presente número é o dia 18 de outubro de 2013. Os artigos enviados para Revista deverão obedecer à normatização evidenciada abaixo.
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Instruções gerais para o envio de textos
Os artigos e resenhas deverão ser escritos de acordo com as normas do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, conforme o Decreto 6.583, de 29 de setembro de 2008. Os artigos e resenhas enviados a Universidade e Sociedade serão submetidos à Editoria Executiva e a conselheiros ad hoc. Universidade e Sociedade reserva-se o direito de proceder a modificações de forma e sugerir mudanças para adequar os artigos e resenhas às dimensões da revista e ao seu padrão editorial.
1- Os textos devem ser inéditos, observadas as seguintes condições:
1.1 – Os artigos devem ter uma extensão máxima de 15 páginas (cerca de 40 mil caracteres), digitados em Word, fonte Times New Roman, tamanho 12, em espaço 1,5, sem campos de cabeçalhos ou rodapés, com margens fixadas em 1,5 cm em todos os lados; as resenhas devem conter no máximo 2 páginas, contendo um breve título e a referência completa da obra resenhada – título, autor(es), edição, local, editora, ano da publicação e número de páginas;
1.2 - O título deve ser curto, seguido do nome, titulação principal do(a) autor(a), bem como da instituição a que está vinculado(a) e de seu e-mail para contato;
1.3 - Após o título e a identificação do(a) autor(a), deve ser apresentado um resumo de, aproximadamente, 10 linhas (máximo 1.000 caracteres), indicando os aspectos mais significativos contidos no texto, bem como o destaque de palavras-chave;
1.4 - As referências bibliográficas e digitais devem ser apresentadas segundo as normas da ABNT (NBR 6023 de ago. de 2002), no fim do texto. Deverão constar apenas as obras, sítios e demais fontes mencionadas no texto. As citações, em língua portuguesa, também devem seguir as normas da ABNT (NBR 10520 de ago.de 2002);
1.5 - As notas, se houver, devem ser apresentadas no final do texto, numeradas em algarismos arábicos. Evitar notas extensas e numerosas;
2 - Os conceitos e afirmações, contidos no texto, bem como a respectiva revisão vernacular são de responsabilidade do(a) autor(a);
3 - O(a) autor(a) deverá apresentar seu mini-currículo (cerca de 10 linhas), no final do texto e informar endereço completo, telefones e endereço eletrônico (e-mail), para contatos dos editores;
4 – O prazo final de envio dos textos antecede, em aproximadamente três meses, as datas de lançamento do respectivo número da Revista, que sempre ocorre durante o Congresso ou o CONAD, em cada ano. A Secretaria Nacional do ANDES-SN envia, por circular, as datas do período em que serão aceitas as contribuições, bem como o tema escolhido para a edição daquele número;
5 - Todos os arquivos de textos deverão ser encaminhados como anexos de e-mail, utilizando-se o endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.;
6 - Os artigos que tenham sido enviados em disquete (acompanhados ou não da respectiva cópia impressa) e que não forem aceitos para publicação não serão devolvidos;
7 – Artigos publicados dão direito ao recebimento de cinco exemplares e as resenhas a dois exemplares

O ANDES-SN conclama todas as suas seções sindicais a fortalecerem o ato Nacional de Luta Contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que será realizado na próxima quinta-feira (12), a partir das 9 horas, no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde acontece nova reunião do Conselho Universitário para deliberar sobre a adesão à Ebserh. Confira a circular 168/13 enviada nesta segunda-feira (9).

O ato contra a Ebserh contará com a presença de representação da Fasubra, Sinasefe e outros movimentos sociais que defendem a autonomia das universidades e a saúde publica.

Na última semana, ignorando completamente o que diz o Estatuto da UFRJ e, inclusive, desconsiderando os encaminhamentos das comissões permanentes do colegiado, o reitor Carlos Levi encaminhou a votação, de forma confusa e como questão de ordem, para a realização de uma sessão ordinária, que requer apenas maioria comum, para decidir sobre a gestão do complexo hospitalar da instituição.

Leia mais aqui: Consuni da UFRJ viola Estatuto da universidade e decisão sobre Ebserh é adiada

No editorial “Em defesa da UFRJ”, divulgado no site da Adufrj – SSind, o presidente da seção sindical do ANDES-SN, Mauro Iasi, ressalta que a Ebserh é parte do projeto de desmonte do Estado, flexibiliza direitos e mercantiliza os serviços, fere a autonomia universitária e quebra a relação essencial entre ensino, pesquisa e extensão.

“O Magnífico Reitor, senhor Carlos Levi, assumiu claramente a defesa da empresa e de sua imposição, perdendo de maneira inequívoca o caráter que lhe seria necessário: de mediador de um debate tão delicado e complexo como o que enfrentamos. E sua convicção na alternativa imposta pelo governo é tamanha que não hesita em defendê-la mesma que isso signifique oferecer ao altar do sacrifício nosso regimento e o funcionamento e a legitimidade de nossos órgãos colegiados”, destaca o editorial. Confira aqui a íntegra do texto.

Ainda sobre a postura do reitor da UFRJ na última reunião do Consuni, o professor da instituição e membro do órgão colegiado, Roberto Leher, escreveu: “Na exótica e incompreensível formulação do Reitor da UFRJ, professor Carlos Levy, na sessão do dia 05/09/2013, o gestor apresentou o incrível silogismo: SE a Resolução n. 28/10 (estabelecida em sessão especial) pode definir o conjunto de todas as unidades ou órgãos suplementares, LOGO a resolução que altera o universo de todas as unidades (de modo que o Complexo Hospitalar passaria a ser composto por parte das unidades...) pode ser deliberada em sessão ordinária, alterando o caput do Art. 17 do Estatuto! Aos incrédulos, sugiro examinar a TV CONSUNI da sessão”. Leia a íntegra do texto.

A diretoria do ANDES-SN, reunida em Brasília nos dias 6, 7 e 8 de setembro de 2013, manifesta solidariedade aos ativistas que foram violentamente reprimidos por ação policial nos atos do Grito dos Excluídos, realizados em todas as cidades brasileiras.

Repudiamos a brutal repressão e violência do Estado contra os manifestantes, e exigimos o direito à livre manifestação, o fim das perseguições e a imediata libertação dos manifestantes presos.

Na reunião do Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desta quinta-feira (dia 5), o reitor Carlos Levy deu mais um golpe na tentativa de levar a UFRJ a firmar contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Mais uma vez, Levy postergou encaminhamentos, tentou ignorar questões importantes, encaminhou uma votação questionável, contrariando o Estatuto de FRJ e encerrou a sessão subitamente, dando a entender que o tema deve ser votado na próxima sessão.

Inicialmente, Levy, de maneira unilateral, comunicou que as indicações dos três conselheiros temporários pelo Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) e pelos docentes de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do Colégio de Aplicação (CAp) não seriam aceitas, segundo ele para “proteger o Estatuto da UFRJ”. Diante do questionamento de muitos conselheiros, Levy abriu discussão sobre o ponto e depois levou à votação. O entendimento da maioria dos conselheiros foi de que aquelas indicações não contrariavam o estatuto e, por 22 a 17, a posse dos novos conselheiros temporários foi aprovada.

A principal pauta da sessão eram as propostas de modelos de gestão dos hospitais da UFRJ. A Comissão de Legislação e Normas (CLN) emitiu parecer determinando que uma possível contratualização com a EBSERH representaria mudança no Estatuto da UFRJ e, portanto, precisaria ser aprovada em sessão especial, com maioria de 2/3 dos votos. Segundo a professora Mônica Santos, que apresentou o parecer, o artigo 17 do Estatuto da UFRJ, alterado em 2008, dispõe sobre a criação do Complexo Hospitalar da UFRJ, como parte do Centro de Ciências da Saúde, e integrado por todos os hospitais da UFRJ. Portanto, a contratualização de um ou mais hospitais com a EBSERH significaria uma alteração no Estatuto, que precisa ser aprovada em sessão especial.

Inicialmente, Levy afirmou discordar da interpretação e tentou simplesmente ignorá-la. Novamente, pressionado, abriu o tema para debate. Já se aproximava o final da sessão e Levy tentava postergar qualquer encaminhado. Pressionado, levou o tema a votação e, em uma contagem duvidosa, sem conferência, o secretário do Consuni apontou 20 votos contrários ao parecer da CLN e 19 favoráveis.

Diante de alguns protestos e pedidos de recontagem, Levy subitamente se retirou da sessão, sem encaminhar nenhuma decisão concreta. Estudantes, técnicos e docentes protestaram bastante e realizaram uma breve Assembleia após o fim da sessão, na qual convocaram novo ato para a sessão do Consuni desta quinta, dia 13, às 9 horas.

Na tarde desta terça-feira, dia 03, cerca de 30 manifestantes ocuparam a Câmara de Vereadores em Rio das Ostras, RJ. A ocupação aconteceu depois de uma sessão realizada no mesmo dia. Entre as principais exigências do movimento está a de que todas as sessões da Casa sejam realizadas com o púlpito aberto para a população, o que é proibido pelo Regimento Interno da Câmara, que não permite que os cidadãos ocupem tal espaço.

Veja abaixo a carta aberta dos manifestantes à população.

OCUPAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIO DAS OSTRAS
CARTA ABERTA À POPULAÇÃO

Rio das Ostras, 04 de setembro de 2013.

O Movimento VPR-RO, vem a público esclarecer as razões pelas quais decidiu ocupar a Câmara Municipal de Rio das Ostras após a sessão do dia 03 de setembro.

Desde o dia 20 de agosto temos acompanhado todas as sessões desta casa exigindo respostas concretas às reivindicações que apresentamos aos vereadores. Uma pauta detalhada com 90 pontos, já apresentados também ao prefeito, que exigem melhorias na condição de vida da população no que diz respeito ao acesso à direitos básicos como saúde, transporte, educação, saneamento, segurança e transparência.

Em todas as sessões em que o movimento esteve presente foi solicitada a abertura do púlpito para a população expressar suas demandas, no entanto, o Regimento Interno da Câmara Municipal de Rio das Ostra não permite que cidadãos utilizem este espaço. Para tanto, é necessário estar vinculado a alguma entidade ou instituição com registro formal, ou seja, a Câmara só permite o uso da tribuna àqueles movimentos que possuem CNPJ, o que não permite a utilização deste espaço pela maioria da população. Ainda que cumpridos estes critérios, o conteúdo da fala passa por uma avaliação da Câmara, podendo ser negado o direito, possibilitando a Câmara censurar qualquer intervenção contrária a seus interesses políticos. Se não bastassem tais absurdos é proibida a manifestação oral durante as sessões. Tudo isto configura a “CASA DO POVO” como espaço antidemocrático que cerceia a liberdade de expressão ignorando as reivindicações populares.

Diante disto o Movimento VPR-RO exige a alteração do Regimento Interno no intuito de garantir o exercício real da democracia e possibilitando a participação da população neste espaço. Exigimos também maior transparência e por isso reivindicamos:
• Tribuna livre em todas as sessões;
• TV Câmara on line;
• Apresentação das pautas a serem discutidas nas sessões com uma semana de antecedência;
• Redução salarial dos vereadores para o salário anterior ao aumento;
• Redução do salário do prefeito mais bem pago do Brasil;
• Livre expressão durante as plenárias.

Durante a ocupação a Câmara permanecerá aberta a todos, inclusive aos vereadores, que convocamos para a sessão de quarta-feira, dia 04 de setembro, onde propomos a alteração do Regimento conforme pauta a cima relacionada. Convidamos também os movimentos sociais organizados a estarem presentes discutindo pauta e ações conjuntas. Com isso o Movimento convoca a todos a comparecer nas atividades da ocupação e a construir este movimento em busca de resoluções e melhorias para a população.

MOVIMENTO VEM PRA RUA RIO DAS OSTRAS

Seguindo a resolução do 32° Congresso Nacional, nos dias 13, 14 e 15 de setembro será realizado, em Viçosa (MG), o 3° Seminário Estado e Educação do ANDES-SN. O objetivo do encontro é possibilitar o aprofundamento dos debates de políticas públicas para a educação pública e o papel do Estado no que diz respeito ao financiamento e responsabilidade deste com a educação básica, superior e pós-graduação. A programação completa do seminário será divulgada em breve.

A direção da ADUFF convoca todos os docentes para a próxima reunião do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE) que será realizada no dia 11 de setembro, quarta-feira, às 13h, na sede da entidade sindical.

Pauta:

1) Informes

2) Pesquisa sobre condições de trabalho dos professores da UFF

3) Pesquisa Nacional do ANDES-SN sobre saúde do trabalhador

4) Outros assuntos.

Diante da ameaça de possível adesão da rede de hospitais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o maior complexo de HUs a integrar o Sistema Único de Saúde, à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) nesta quinta-feira, dia 5 de agosto, o ANDES-SN apontou a todas as suas seções sindicais a necessidade de fortalecer a manifestação do Dia Nacional de Luta contra a Ebserh, que acontece no Rio de Janeiro nesta quinta.

A atividade, em conjunto com a Fasubra, o Sinasefe e o movimento estudantil, é uma deliberação do 58º Conad, realizado no último mês de julho. Na circular nº 158/13, enviada nesta segunda-feira (2), o Sindicato Nacional orienta a participação no ato ou o envio manifestações para a UFRJ, cujo Conselho Universitário irá deliberar, na quinta, sobre a adesão ou não à empresa. Leia aqui o documento.

Na última reunião do Consuni da UFRJ, no dia 29, o reitor da instituição Carlos Levi adiantou que convocaria a reunião para esta semana e que o próximo dia 5 será decisivo a respeito da futura gestão dos hospitais da universidade.
Na reunião extraordinária, as comissões permanentes do Consuni (Legislação e Normas - CLN; Ensino e Títulos - CET; e Desenvolvimento - CD) deverão apresentar pareceres sobre os relatórios apresentados por cada um dos grupos técnicos que fizeram os levantamentos sobre os HUs, além de pareceres sobre cada uma das propostas de administração aventadas na sessão do dia 29, na qual os movimentos contrários à Ebserh apresentam proposta de gestão para os HU da UFRJ, que respeita autonomia da universidade.

Saiba mais
Aos que não estão acompanhando de perto este debate, no Consuni anterior (do dia 22), os grupos técnicos concluíram que, para a UFRJ aderir à Ebserh, são necessárias mudanças no contrato padrão elaborado pela empresa do governo. Estas alterações significariam: estabelecer prazo para o contrato e não ceder patrimônio para a Ebserh. Só que isso é incompatível com a legislação que criou a empresa. Assim, de modo prático, os especialistas, embora favoráveis, apontaram que não é possível a opção governista.

Proposta da reitoria
Roberto Medronho, diretor da Faculdade de Medicina, apresentou a proposta da reitoria, de contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Medronho chegou a dizer que não havia com o que se preocupar. Ele citou a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) como exemplo de empresa pública a ser seguido. Acontece que tramita no Senado o PLS 222/2008, que nada mais é do que uma proposta de abrir o capital da Embrapa na bolsa de valores.
Medronho entrou em contradição sobre o Ministério da Educação. Primeiro, disse que “o MEC não tem vocação” para atuar junto aos HUs, porque sua “missão específica” está dirigida para o ensino básico e superior. Na frase seguinte, pediu tranquilidade aos conselheiros, porque a Ebserh faz parte da estrutura do MEC.

Fortalecimento dos HUs é a proposta dos movimentos
Os professores Roberto Leher e Nelson Souza e Silva dividiram o tempo para apresentarem a Proposta de Modelo de Gestão para o Fortalecimento dos HUs. Ela consiste em colocar em pleno funcionamento o Complexo Hospitalar da UFRJ, criado em 2008, na gestão de Aloísio Teixeira. Eles apresentaram números do atual financiamento dos hospitais e quanto eles receberiam, caso funcionassem em rede: o aumento seria na ordem de 70% dos recursos.
Leher, representante dos Titulares do CFCH no Consuni, afirmou que o Complexo Hospitalar é um consenso que unifica a universidade, ao contrário da Ebserh, que divide. “Ele está pronto, foi criado pela UFRJ, existe a unidade orçamentária. O Complexo é coerente com o projeto de universidade pública e autônoma”.

Leher destacou que a empresa não é um projeto de Estado, mas de governo, e defendeu a autonomia universitária: “Todo o estafe da Ebserh é governamental, indicado pelo governo Dilma. Isso impede que a universidade se mantenha autônoma frente aos governos. A Ebserh implementará nos hospitais o que a linha do governo mandar, seja ele qual for”.

Caso os conselheiros ainda assim queiram celebrar o contrato com a Ebserh, Leher destacou a necessidade de uma sessão especial do colegiado, com quórum qualificado, já que isto representaria uma mudança de estatuto: “Será preciso retirar os hospitais da estrutura da universidade, já que a UFRJ não terá ingerência sobre essas unidades”. Ou seja, aprovar a empresa em uma sessão comum seria uma grave violação institucional, uma vez que a Ebserh é incompatível com o Complexo Hospitalar, já aprovado pelo conselho e integrado ao estatuto da universidade.

O docente ressaltou que o ensino, a pesquisa e preceptoria não contam para a progressão dos trabalhadores que serão contratados pela Ebserh: “Somente o tempo de serviço e as metas cumpridas. Ou seja, é um modelo empresarial, totalmente direcionado para a assistência, sem levar em consideração a natureza do hospital universitário”.

Ebserh é ruim para os alunos

Nelson Souza e Silva falou também sobre a separação entre ensino, pesquisa e assistência: “A Ebserh é uma empresa de serviços. Ela não se preocupará em manter ensino e pesquisa associados à assistência. Isso é ruim para os hospitais, é ruim para universidade, é ruim para os nossos alunos”.
O professor lembrou que a Ebserh já surge com uma dívida de US$ 1 bilhão, resultado do empréstimo feito pelo Banco Mundial para a constituição da empresa. “Queremos uma empresa que, além de não ter dotação orçamentária, já nasce endividada?”, questionou.

Sem carreira

Paulo Henrique, dirigente da Fasubra, falou, junto de outros dirigentes da entidade, a proposta de reestruturação dos HUs elaborada pela Federação. De acordo com ele, não existirá carreira para os funcionários contratados pela Ebserh. “A empresa não é autônoma para contratar quem ela quiser e nem para realizar progressões. Ela depende da autorização do Ministério do Planejamento”.

*Com informações da Adufrj - SSind.

Na manhã de ontem, quinta-feira, dia 29, os docentes da Escola de Arquitetura e Urbanismo e do Mestrado de Defesa e Segurança da UFF acordaram com a notícia de que documentos oficias e bens materiais dos dois cursos, como histórico escolar dos alunos do Mestrado, memorandos administrativos, ofícios, mesas e cadeiras que se encontravam nas salas 564-A e 564-B, do Bloco D, na Praia Vermelha, estavam amontoados e expostos no saguão do Bloco D.

Segundo relatos, as salas foram arrombadas na madrugada de quarta para quinta-feira, quando pessoas, provavelmente a mando da Escola de Engenharia, com anuência da reitoria, esvaziaram o espaço, trocaram portas e fechaduras e colocaram uma placa na entrada escrito “TDT -Curso de Desenho Industrial – Lab Desing”. O descaso com o patrimônio da UFF e o desrespeito crasso às instâncias democráticas e de diálogo na Universidade causou indignação entre os docentes.

De acordo com Airton Bodestein, coordenador do Mestrado de Defesa e Segurança da UFF, cujas aulas eram lecionadas no espaço, o processo de desocupação das salas já estava em nível avançado e só não foi finalizado porque no dia anterior, data em que o caminhão disponibilizado pela Pró-Reitoria de Administração (PROAD) havia combinado de levar o resto da mudança para a nova sede do Mestrado (no antigo prédio da Fundação Euclides da Cunha), o Pró-Reitor de Administração, Leonardo Vargas, o avisou que o veículo havia sido solicitado para uma emergência, transferindo a finalização da mudança para esta quinta (data limite estabelecida pela reitoria para a desocupação).

“O meu questionamento não é nem sobre qual curso tem direito às salas, mas sobre a forma como o processo foi conduzido: com tamanha truculência, sem diálogo, realizado na calada da noite. Isso aqui é uma Universidade pública, de formação de pessoas, que debate e procura construir espaços democráticos. Esse tipo de atitude não cabe. Se a Engenharia queria ocupar o espaço e se a reitoria concordava, que o solicitasse oficialmente, através de diálogo com a Escola de Arquitetura e Urbanismo”, ressaltou o professor.

O diretor da Escola de Arquitetura e Urbanismo, Werther Holzer, concorda. Ele afirma que as salas 564-A e 564-B são subdivisões da sala 564, destinada à Arquitetura desde a inauguração do Bloco D, na Praia Vermelha, e posteriormente cedida, em caráter provisório, durante dois anos, pelo então Diretor da Escola de Arquitetura e Urbanismo, professor Pedro Lentino, com a anuência do Reitor Pedro Antunes, para o Projeto Managé, que deu origem ao Mestrado de Defesa e Segurança. A cessão dessas salas acabou se estendendo, apesar das reiteradas solicitações de desocupação feitas pelos Diretores da Escola de Arquitetura e diversas instâncias administrativas e colegiados da Universidade.

“Quando soubemos que o Mestrado de Defesa e Segurança finalmente havia sido relocado, escrevemos um memorando ao Reitor, comunicando que instalaríamos ali a secretaria do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e uma sala de aula para atender nossos alunos de mestrado e doutorado. Como não obtivemos qualquer resposta oficial por parte da Reitoria, demos seguimento ao processo, levando mesas e cadeiras para as salas. Embora existissem “comentários nos corredores” sobre a destinação das salas, em nenhum momento a Reitoria, a Engenharia ou o curso de Desenho Industrial nos contactou oficialmente para debater o assunto”,disse.

O professor Airton Bodestein lamenta o desfecho da história e ressalta que os contatos feitos entre o Mestrado de Defesa e Segurança e a Reitoria, na figura da Chefe de Gabinete, Martha de Luca, com o objetivo de relocar a Pós-Graduação de espaço, haviam sido todos cordiais, até então.

“Mesmo não concordando com alguns prazos dados pela Reitoria, eu os respeitei, justamente para evitar confusão. Infelizmente, deu nisso. Não posso mais ser responsável pelo Patrimônio retirado das salas, não sei se no ato da remoção alguma coisa foi levada. O processo de mudança não pode ser feito assim, tem que ser tudo inventariado, catalogado, afinal são bens e documentos importantes para a Universidade, para docentes e estudantes. O próprio Pró-Reitor de Administração sugeriu que eu elaborasse um memorando, para que possa ser instalado um processo de sindicância sobre o caso”, finaliza.

Desde a tarde de ontem a imprensa da ADUFF tenta entrar em contato com a chefe do Gabinete da Reitoria da UFF, Martha de Luca, para ouvir o lado da Administração da Universidade. Até o fechamento dessa matéria, ela ainda não havia se pronunciado.

Já em memorando enviado à ADUFF na tarde de quinta-feira, a Escola de Engenharia afirma que a “integração de posse do referido espaço é imperiosa para que o curso de graduação em Desenho Industrial possa iniciar mais uma turma” e que acatará “documentação oficial assinada no passado, pelas autoridades competentes da Universidade, se existente (grifo do autor), que prove, de forma inequívoca, que a referida área fora cedida em nossas instalações para uso da Escola de Arquitetura e Urbanismo”. Entretanto, em nenhum momento, a Escola de Engenharia dá explicações sobre a forma como essa “reintegração” foi realizada.

Para a direção da ADUFF, o episódio evidencia a forma precária que a Universidade vem se expandindo, dificultando o tripé ensino, pesquisa e extensão e gerando não apenas a precarização das condições de trabalho, como o desgaste das relações entre docentes, culminando em ações desrespeitosas entre os pares.

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