Set
16
2013

Docentes da rede estadual do RJ fazem assembleia para decidir rumos da greve

Em greve há mais de um mês, professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro realizam na tarde desta segunda-feira (16), nova assembleia para decidir os rumos da paralisação. No domingo (15), representantes da categoria permaneceram acampados em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e participaram de atividades como saraus e confecções de cartazes.

“Ficaremos aqui até que o vice-governador [Luiz Fernando] Pezão nos receba para apresentar uma proposta de negociação realmente significativa, pois, sempre que queremos levantar negociações mais efetivas para solucionar o problema, a Secretaria de Educação se diz impossibilitada de discutir temas relacionados ao Executivo”, disse o professor de sociologia Augusto Rosa, integrante do comando de greve.

Além do reajuste salarial de 28%, uma das principais demandas da categoria é que os professores tenham uma matrícula em apenas uma escola, para que não precisem dar aulas em colégios diferentes. “Havíamos conseguido aprovar essa lei na Alerj, mas o governo vetou. Tem professor desistindo da carreira do magistério, pois precisa trabalhar em cinco ou seis escolas, sem dinheiro de passagem adicional para isso”, contou Augusto Rosa.

A categoria também exige o fim da chamada meritocracia que, segundo o professor, estabelece cotas e metas que estimulam “a aprovação automática disfarçada do aluno”. “O professor ganha bônus por aprovação. Você deixou de ter a lógica de qualidade do ensino para aprovar o aluno, para bater índices, estatísticas de aprovação”, afirmou o professor.

Os profissionais em greve também querem o cumprimento da lei federal que determina que um terço da carga horária do professor seja para planejamento e atividades extracurriculares. “O professor não trabalha só em sala de aula, precisa planejar suas aulas, corrigir provas, fazer conselho de classe, reunião pedagógica. Isso é qualidade de ensino para os alunos. Mas o profissional que tem 16 horas de carga horária, dá 12 horas de aula, em vez de 10”, argumentou Augusto Rosa.

* Com edição do ANDES-SN

* Foto: Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil