Out
13
2022

Contra desmonte de serviços públicos, docentes da UFF panfletam em Niterói na tarde desta quinta (13)

Ao longo do trajeto, foi distribuída carta que explica porque muitos docentes da UFF decidiram apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, conforme deliberação em assembleia da categoria de 11 de outubro

Professores e professoras foram às ruas para dialogar com a sociedade sobre a necessidade de se garantir direitos sociais e liberdades democráticas Professores e professoras foram às ruas para dialogar com a sociedade sobre a necessidade de se garantir direitos sociais e liberdades democráticas / Luiz Fernando Nabuco/ Aduff

Docentes da UFF participaram de uma tarde de panfletagem pelas ruas de Niterói, na quinta-feira (13). A atividade partiu do campus do Gragoatá em direção as ruas do Centro da Cidade.

Na Praça Arariboia, o grupo da UFF encontrou o Comitê Popular de Luta, que distribuía adesivos e empunhava bandeiras do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Alguns populares cantavam jingles da campanha. 

Ao longo do trajeto, os docentes panfletaram uma carta elaborada por membros da comunidade acadêmica, com o objetivo de dialogar com a sociedade sobre os graves ataques que a Educação Pública vem sofrendo ao longo da gestão de Bolsonaro à frente da presidência.

O documento denuncia o processo de desmonte do setor público, criticando o fato de o Ministério da Educação ter sido "transformado em balcão de negócios onde a propina era paga em barras de ouro". A carta foi especialmente dirigida aos pais, mães e responsáveis, lembrando que o último ministro da Educação foi preso e que, a má gestão da coisa pública explica "porque muitas crianças estão comendo só biscoito e tomando refresco na merenda".

Também menciona a política de contingenciamento de verbas do governo federal que segue asfixiando ainda mais o orçamento das universidades públicas, colégios técnicos e institutos federais - que correm o risco de fechar até o final do ano, caso o orçamento não seja recomposto.  

Além disso, a carta explica porque muitos docentes da Universidade Federal Fluminense decidiram apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, conforme deliberação em assembleia da categoria realizada dia 11 de outubro. Para eles, votar em Lula é necessário para impedir o desmonte dos serviços públicos e o avanço do autoritarismo no país. 

Para as docentes Márcia Maria e Silva e Luciana Ostetto, ambas da FeUFF, a população recebeu de bom grado a panfletagem. "Claro que houve negativas, mas de modo geral as pessoas acolheram nosso documento", explicou Márcia. 

De acordo com Luciana, a Universidade é um patrimônio do povo e, uma marca do governo Bolsonaro, ao longo desses quatro anos, tem sido a destruição da Educação. "Disseram que fazíamos balbúrdia, nos chamaram de parasitas e doutrinadores", lembrou a docente. "A carta é um convite para a defesa da Educação Pública, Gratuita, Laica, Socialmente referenciada", explicou.

Para Gelta Xavier, diretora da Aduff, a mobilização é importante, porque é uma forma de se aproximar da sociedade. "É necessário ocuparmos  às ruas com nossas bandeiras e reivindicações", defendeu.

DA REDAÇÃO DA ADUFF
Por Aline Pereira
Foto: Luiz Fernando Nabuco

Professores e professoras foram às ruas para dialogar com a sociedade sobre a necessidade de se garantir direitos sociais e liberdades democráticas Professores e professoras foram às ruas para dialogar com a sociedade sobre a necessidade de se garantir direitos sociais e liberdades democráticas / Luiz Fernando Nabuco/ Aduff

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