Mar
31
2021

Plenária defende educação pública, repudia ditadura e reivindica unidade contra 'projeto genocida' de Bolsonaro

Evento reúne centenas em videoconferência e destaca necessidade de unidade para defender educação pública, liberdades democráticas e enfrentar projeto genocida de Bolsonaro

A Plenária Nacional da Educação, realizada na tarde desta quarta-feira, em ambiente virtual, reafirmou a disposição das diversas entidades estudantis, acadêmicas e sindicais, que organizaram o evento, contra o projeto de desmonte do setor promovido pelo governo Jair Bolsonaro. O momento considerado simbólico e extremamente relevante para a construção de uma unidade maior dos diversos setores que atuam nos movimentos estudantis e sindicais da educação pública, que não vinham realizando atividades organizavas conjuntas.

A data de 31 de março, quando não se pode esquecer os 57 anos da imposição da ditadura civil-empresarial que vigorou no Brasil por mais de duas décadas, foi tida como emblemática pelos participantes da Plenária Nacional da Educação, que repudiaram todas as tentativas engendradas pelo Executivo de fragilizar o sistema democrático no país. Além disso, as houve manifestações lamentando o fato de o Brasil ter ultrapassado as mais de 317 mil vítimas pela covid-19, subestimada desde o início da pandemia pelo presidente da República. 

Logo no início do encontro, que reuniu cerca de 400 participantes entre estudantes e trabalhadores de todo o país, houve saudações feitas pelas entidades, entre elas Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Fasubra - Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil; Sinasefe - Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica; Fenet -  Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico; Une - União Nacional dos Estudantes; Ubes - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas; ANPEd - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação; ANPG – Associação Nacional de Pós-graduandos e outras.

Pelo Andes-SN, a presidente Rivânia Moura, destacou a importância de um evento como este no dia 31, como um momento de reafirmar as liberdades democráticas e repudiar qualquer reverência à ditadura. "Temos vivenciado nesse último período, nesse governo, fortes ataques e muitas tentativas de silenciamento as nossas vozes ou a qq voz que se posicione contra esse governo. Precisamos nos posicionar contra os cortes [no orçamento], contra a perseguição [aos trabalhadores], à censura e às dezenas de intervenções nas Universidades e nos Institutos Federais", disse a docente, lembrando que o governo Bolsonaro tem claramente tratada a Educação como alvo principal dos seus ataques. Reafirmou ainda a defesa da vida e de vacina para todos. 

Houve também a participação de representantes de entidades internacionais ligadas à Educação. Um deles, Eduardo Pereira, falou desde a Argentina, lembrando que as questões social, trabalhista e educativa foram afetadas pela pandemia, que expuseram as situações de desigualdade político-econômica existentes nos países. Ele avaliou que tal cenário é comum aos diversos países da América Latina. O mesmo foi observado pela Rosy, que representou o Consejo de Educación Popular de América Latina y el Caribe - CEAAL. Ela, que falava a partir de Guadalajara (México), manifestou solidariedade aos trabalhadores e estudantes brasileiros na luta pela derrota do projeto de poder bolsonarista. O mesmo foi feito por Claudia Balgorria, da Federação Nacional de Docentes, Pesquisadores e Criadores Universitários (Conaduh) na Argentina,  que criticou o governo pela negação das bases científicas - o que contribuiu para o aumento das vítimas pela covid-19 durante a pandemia - pelo desmonte dos serviços públicos, pelo empobrecimento da população e pela falta de perspectiva para os jovens. Defenderam ainda a construção da unidade de ação no enfrentamento aos governos e uma Educação que seja pública, gratuita, de qualidade e emancipadora.

Da Redação da ADUFF | Por Aline Pereira