A Diretoria da Aduff-SSind repudia veementemente a invasão militar promovida pelos Estados Unidos à Venezuela, ocorrida em 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
Os Estados Unidos alegam que o casal estaria à frente do tráfico internacional de drogas, classificados como “narcoterroristas”. No entanto, momentos após o ataque, o próprio presidente Donald Trump evidenciou que o verdadeiro objetivo estadunidense é controlar o petróleo venezuelano, que ultrapassa 300 bilhões de toneladas, representando a maior reserva mundial.
Para a Diretoria da Aduff, essa ação configura uma grave violação da soberania venezuelana e do direito internacional, além de sinalizar que qualquer país da América Latina que adote um projeto político ou econômico contrário aos interesses de Washington pode se tornar alvo de sanções, desestabilização ou até mesmo de agressão militar.
É fundamental considerar o histórico das relações entre os Estados Unidos e os países latino-americanos, que frequentemente foram tratados como “quintal” dos norte-americanos, especialmente durante os séculos 19 e 20. Não à toa, ao final de 2025, os EUA divulgaram o documento "Estratégia Nacional de Defesa", que retoma princípios da Doutrina Monroe e reafirma o objetivo de expandir sua influência na América Latina como espaço estratégico para a manutenção do poder dos EUA.
Assim, a Aduff-SSind condena as ações do governo de extrema direita dos Estados Unidos na Venezuela, denunciando a agressão imperialista; manifesta seu apoio ao povo venezuelano; e reafirma que a soberania dos povos deve ser respeitada inquestionavelmente.
Da Redação da Aduff







