O encerramento do 66º Conselho do Andes-SN teve um enfático chamado à construção da unidade e do fortalecimento da organização sindical da categoria, buscando a participação e aproximação do conjunto das professoras e professores, com referência a quem está distante desta ferramenta de luta da categoria.
“Sejamos todas, todes e todos conscientes da nossa tarefa histórica de lapidar e seguir construindo nosso instrumento de luta para que ele esteja afinado com nossos anseios imediatos e históricos da nossa classe e que com isso tocar a melhor música no dia da nossa vitória”, disse Francieli Rebelatto, secretária-geral do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, ao concluir a leitura da Carta de Campina Grande.
O documento sintetiza os debates e as resoluções dos três dias de evento e a leitura, ao encerramento, lembrou que há no mundo interesses distintos entre os que detém a propriedade e as riquezas e os que precisam trabalhar e lutar para viver e sobreviver.
“Nesta terra, a mulher camponesa e sindicalista Margarida Maria Alves, brutalmente assassinada pelos latifundiários paraibanos, em um dos seus discursos para trabalhadores (as) do campo, nos lembrou com firmeza: ‘É melhor morrer na luta do que morrer de fome’”, resgatou a diretora, acrescentando que as deliberações do 66º Conad foram orientadas por esta memória e sentido de luta.
Leia aqui o documento na íntegra.
Aduff no Conad
A Aduff participou do 66º Conad com uma delegação formada por dez professoras e professores: Susana Maia é quem representou a seção sindical como delegada, isto é, com direito a voz e voto; as professoras Kênia Miranda; Jacqueline Ventura; Inny Accioly; Kate Lane; Maria Cecília; Eblin Farage e Marina Tedesco são observadoras, assim como os professores Rafael Mendonça e José Antônio. Isto é, puderam expor avaliações, apresentar propostas, participar dos debates, porém sem a prerrogativa do voto.
No site do Andes-SN, mais sobre a plenária de encerramento do Conad - clicar aqui para ler
Três dias de debates e resoluções
Foram três dias intensos de debates, defesa de propostas e resoluções que buscaram atualizar o Plano de Lutas da categoria. Entre as muitas resoluções aprovadas, um dos destaques foi a avaliação política de que a luta pela recomposição dos salários, valorização das carreiras e mais verbas para as universidades públicas e o serviço público como um todo, setores abandonados e muito atacados nos anos de governos Bolsonaro e Temer, não pode estar desassociada do combate a políticas fiscais que asfixiam estes setores. Neste sentido, o arcabouço fiscal que o governo Lula tenta aprovar no Congresso Nacional para substituir o contestado teto de gastos hoje em vigor (EC 95) também foi rejeitado.
O evento teve a participação de 319 docentes, representantes de 68 seções sindicais. No domingo (16), foram atualizados os planos de lutas dos setores e o plano geral de lutas, além de discutirem questões organizativas e financeiras. Por aclamação, Belo Horizonte (MG) foi escolhida como sede do 67º Conad, que acontecerá em 2024.
'Unidade e respeito às diferenças políticas internas'
Ao declarar encerrado o 66º Conad, o professor Gustavo Seferian, que assumiu a presidência da entidade, defendeu a unidade e o respeito às diferenças internas, numa referência às polarizações e disputas entre diferentes concepções políticas que atuam no Andes-SN. Disse que a atual diretoria vai se empenhar por isso e no trabalho de aproximar quem está distante da luta sindical. “O Sindicato ainda é o nosso lugar e a gente tem esse dever”, concluiu.
Da Redação da Aduff
Por Hélcio Lourenço Filho
(Com dados da Redação do Andes-SN)







