É um ataque brutal e inaceitável o que educadores e educadoras da rede estadual de ensino estão sendo alvos. Quem afirma é o professor João Claudino, da UFF em Rio das Ostras, ao prestar solidariedade e apoio à categoria, durante o ato ocorrido em frente ao Tribunal de Justiça, na tarde de quarta-feira, 28 de junho de 2023.
O docente explicou por que a Aduff foi ao ato, representada por vários diretores - protesto que responsabilizou o governador Cláudio Castro pela greve e também criticou a decisão do presidente do TJ, que julgou a paralisação ilegal. O desembargador aplicou multa de R$ 500 mil, contra o sindicato da categoria (Sepe-RJ), e de R$ 5 mil, para cada diretor da entidade, ambas diárias, em caso de continuidade da paralisação.
"Antes de tudo é uma solidariedade sindical e uma solidariedade de classe. A gente não pode aceitar que companheiros sofram ataques brutais em seus direitos de greve. Estão lutando pelo piso salarial, que é um direito constitucional, é um direito adquirido: a gente não tem como não apoiar e estar junto nessas atividades", disse, à reportagem da Aduff, durante o ato, que também teve a participação de docentes da base da categoria na UFF.
João Claudino mencionou ainda como a principal pauta da greve deveria já estar assegurada e não sendo sonegada. "Quando a gente olha hoje o Brasil, poderíamos estar lutando por melhorias na condição de salário, ou melhoria por maiores salários, merecidos, e a gente está lutando para conseguir um piso salarial. É bem difícil, mas isso é o que a gente tem para a nossa luta, a gente não pode aceitar que companheiros recebam abaixo do piso salarial determinado pela Constituição, disse.
A categoria faz assembleia nesta quinta-feira (29), na quadra da Escola de Samba São Clemente, quando vão decidir sobre os rumos do movimento.
Da Redação da Aduff
Por Hélcio Lourenço Filho







