O ato saiu do Largo do Machado, e foi até o Palácio Guanabara reivindicando a implementação do piso nacional do magistério para as e os professores do Estado e o piso dos funcionários administrativos, tendo como referência o salário mínimo nacional. Apesar do grande ato, os profissionais da Educação não foram recebidos no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Além das reivindicações econômicas, a categoria também defende a revogação do Novo Ensino Médio (NEM) e a convocação de professores que passaram nos concursos de 2013 e 2014 e de inspetores de alunos do concurso de 2013, além da abertura de novos concursos para suprir a carência de profissionais nas escolas.
Professora da UFF de Volta Redonda e integrante da diretoria da Aduff-SSind, Bianca Novaes esteve no ato e manifestou o apoio da entidade ao movimento grevista dos profissionais da Educação estadual. “É um desrespeito com professores e professoras eles até hoje não terem o piso nacional do magistério. É um desrespeito maior ainda que o governador Claudio Castro, quando em resposta a essa reivindicação, ataque o plano de carreira do magistério. O ataque aos profissionais da Educação é um ataque à educação pública e todos aqueles que mais precisam dela”, ressaltou a docente.
Pior salário do Brasil
De acordo com o Sindicato estadual dos profissionais de educação do estado do Rio de Janeiro (Sepe), o Rio de Janeiro paga o pior salário do Brasil para os educadores da rede estadual. Enquanto o piso nacional é de R$ 4.420, o professor de uma escola estadual tem um piso de R$ 1.588 como vencimento base (18 horas semanais). Os funcionários administrativos (serventes, merendeiras, porteiros, inspetores de alunos etc), em sua maioria, recebem um piso menor do que o salário mínimo (R$ 802,00).
No dia 10 de maio, o governo de Claudio Castro apresentou aos profissionais da Educação um projeto de pagamento de piso que ataca o Plano de Carreira do Magistério (já que não prevê reajuste para quem recebe acima do piso) e que exclui o aumento para os funcionários administrativos das escolas.
Precarização e luta!
Professora de Artes do Colégio Estadual Conselheiro Josino, em Niterói, Mariana Abbade estava no ato e destacou a situação precarizada da categoria, que assume duas jornadas e sofre com as condições de trabalho e baixo salários. “Estamos há muito tempo levando assim, de uma forma que a precarização já está se naturalizando. Acho que a fala do governador, seguida dessa tabela indecente que ataca o nosso plano de carreira - quando todo mundo estava esperando há anos o pagamento do piso e a recuperação salarial-, levou a categoria para a greve. Muita gente que nem ia fazer greve, entrou na greve ao saber dessa proposta indecente”, disse.
O Piso Nacional do Magistério foi criado pela Lei Federal 11.738/2008, com o objetivo de garantir a valorização mínima para as e os profissionais da educação. Entretanto, 15 anos após a sua aprovação, o governo do Estado do Rio de Janeiro segue descumprindo a Lei do Piso.
Diretora do Sepe-Niterói, Danielle Bornia de Castro destaca que dois ônibus e uma van saíram do município em direção ao ato unificado no Rio. “Durante a concentração em Niterói denunciamos as mentiras de Claudio Castro e a tentativa do prefeito Axel Grael (PDT) de atacar o plano de carreira dos servidores municipais, retirando o direito de licença especial. É sempre importante unificar a luta, já que os ataques são muito parecidos”, ressaltou.
A próxima assembleia da categoria será na terça-feira, dia 23, às 14h, no Circo Voador (Lapa).
Da Redação da Aduff | por Lara Abib







