A Aduff-SSind foi representada pelas professoras Susana Maia (Rio das Ostras) e Joana D'Arc Ferraz (Sociologia), ambas diretoras da entidade, em reunião do Grupo de Trabalho de História do Movimento Docente (GTHMD) e da Comissão da Verdade do Andes-SN, realizadas dias 22 e 23 de novembro, em Brasília.
Na ocasião, debateram a política arquivística de construção coletiva das políticas de memória sindical, retomando as deliberações do 43º Congresso, e participaram de uma oficina sobre organização e práticas de acervo.
Joana foi eleita, no início deste ano, durante o congresso da categoria, para integrar a Comissão da Verdade do Sindicato Nacional, que investiga e denuncia as violações de direitos humanos ocorridas no contexto da ditatura empresarial militar brasileira (1964 a 1985).
“Tratamos ponto a ponto as resoluções do congresso e encaminhamos a realização de atividades para o primeiro semestre do ano que vem, ao final de março e início de abril. Uma delas seria um evento descentralizado, de 30 de março a 01 de abril, e outro seminário envolvendo a regional e as seções sindicais do Rio de Janeiro, nos dias 10 e 11 de abril”, antecipou a professora.
De acordo com Joana, os dois dias de atividade foram muito proveitosos, quando cada seção sindical contou sua experiência com a preservação de seus arquivos e documentação. “Foi instigante para nos estimular, como Aduff, a pensar nossa política de arquivamento e de preservação da memória sindical”, disse.
Segundo a sindicalista, os eventos nacionais são muito importantes, resultando em espaço de troca entre os e as participantes. “É um momento de se compreender o que se passa em outras seções sindicais e, consequentemente, se pensar uma política nacional. Nos fazem refletir como podemos pensar nossos arquivos. E nos levaram a pensar, inclusive, na possibilidade de entrevistar nossos (as) funcionários (as), pois o sindicato não é feito somente de docentes”, refletiu.
Susana Maia também ressaltou a importância e urgência de se garantir a preservação da história e da memória de das seções sindicais. “Seja em relação à guarda de documentos, fotos, vídeos, a preservação da memória passa também pela organização do espaço”, disse. “Temos um belo desafio à frente enquanto Aduff e penso que esse trabalho, articulado no âmbito do GTHMD, deve ser um de nossos projetos no caminho dos 50 anos seção sindical de docentes da UFF, que se avizinha”, concluiu a professora.
Da Redação da Aduff







