Nesta quarta-feira, 29 de outubro, dia de paralisação docente por 24h na UFF e de mobilização nacional contra a Reforma Administrativa (PEC 38/25), a Aduff-SSind realizou, logo pela manhã, um momento de estudo sobre a proposta que tem sido criticada por sindicalistas de todo o país. A atividade, realizada pela diretoria e pelo GTPFS (Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical) do sindicato, ocorreu exclusivamente em modalidade online, devido ao fechamento da sede ao longo do dia, em virtude das operações policiais violentas empreendidas pelo governador Claudio Castro na terça (28).
De acordo com Isabella Pedroso, professora do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni), dirigente da Aduff e coordenadora do GTPFS, os e as participantes desse momento de estudo puderam esmiuçar os pontos da Reforma Administrativa, entendendo o contexto em que ela foi criada; proposta anterior semelhante e denominada PEC 32; e a forma como as pretensões de transformar o Estado de bem-estar social evoluiu da PEC 32 (arquivada em 2021) para a PEC 38.
"Debatemos algumas estratégias para conseguir informar a nossa categoria. A gente observou que é importante ter um discurso dentro da Universidade, mais baseado nos impactos que a PEC 38, se aprovada, pode trazer para nossa carreira e atuação no ambiente de trabalho. Compreendemos também que, para a sociedade, nossa forma de comunicação deve estar voltada para a forma como a Reforma Administrativa impactará a vida de cada um", disse a docente que mediou a atividade.
Uma sugestão apresentada pelos (as) participantes neste primeiro estudo sobre a PEC 38 envolve ampliar o debate, convidado outros sindicatos, a exemplo de entidades municipais e estaduais, para que se articulem em unidade, no município, para frear o avanço desse processo da reforma.
Segundo Isabella, é preciso que os e as professoras se articulem para levar ao restante da categoria o teor dessa Reforma Administrativa, sinalizando as questões de bonificações, metas de desempenho, a terceirização, o fim da estabilidade no ambiente profissional e a quebra da paridade entre ativos e aposentados. "Podemos passar em salas de aula, falar em reuniões de departamentos", afirmou.
De acordo com a professora, os (as) participantes abordaram vários temas, tratando-os aos poucos, politizando cada um deles. "Foi muito rico termos esse momento de estudo promovido pela Aduff. Percebemos que a estratégia do Estado é fazer do serviço público um espelho da lógica empresarial. E a gente tem que atender ao público com qualidade e não visando atingir metas, com vistas à bonificação e complementação salarial", considerou Isabella.
Para ela, é preciso que o funcionalismo, de uma maneira geral, esteja atento e em alerta contra a medida que representa um duro golpe aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras do setor público. "Torcemos para que a Reforma Administrativa não tenha tempo de ser votada, de ser apreciada, e que fique mais uma vez arquivada, como foi a PEC 32. E que ela não passe de forma desmembrada, que é a grande estratégia desse grupo à favor da reforma no Congresso, que é tentar passar os pontos de maneira desintegrada. Precisamos ficar espertos e ativos sobre essas estratégias", complementou a diretora da Aduff.
Ato em Brasília diz não à PEC 38/25
Em Brasília, a Aduff esteve representada na Marcha dos Servidores e das Servidoras Públicas, que ocorreu logo nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira. O protesto reuniu o funcionalismo de todo o país contra a Reforma Administrativa, convocado pelo Andes-SN no âmbito do Fonasefe.
Da Redação da Aduff







