A Diretoria da Aduff realizou, no último dia 31 de março, uma confraternização com professores e professoras da UFF em Rio das Ostras. O encontro aconteceu no Bamba Beach, no Centro da cidade, e reuniu docentes em um momento de integração, celebração e fortalecimento dos laços coletivos.
Docente da unidade e diretora da seção sindical, Susana Maia avaliou a atividade como um espaço importante de reafirmação do papel do sindicato, especialmente em um contexto de desafios. “A confraternização foi um momento para comemorar a luta coletiva, celebrar os afetos e fortalecer a Aduff”, afirmou.
Ela também destacou o ambiente do evento, marcado pela música e pela convivência. “A noite foi uma delícia, embalada por um bom samba e boa prosa. Um encontro necessário em tempos tão duros”, disse.
A programação incluiu ainda uma homenagem ao professor Antônio Espósito, integrante da diretoria da Aduff, por ocasião de sua aposentadoria em outubro do ano passado. Para Susana, a celebração evidenciou a continuidade dos vínculos construídos ao longo da trajetória sindical. “Saímos do convívio cotidiano, mas continuamos nos encontrando nas lutas”, concluiu.

Acima, Susana Maia e Antonio Espósito - diretores do sindicato que estão lotados na UFF em Rio das Ostras
Antônio Espósito ressaltou que momentos como esse reforçam o sentimento de pertencimento entre os docentes, inclusive após a aposentadoria. “Eu sempre me senti muito acolhido nessas confraternizações. O principal é saber que, mesmo aposentado, você continua com aquele grupo, lutando, buscando melhorias”, afirmou.
Segundo ele, encontros dessa natureza também contribuem para a manutenção da organização coletiva. “A luta se faz também nas comemorações. Ali é uma troca de energia, muitos abraços, muita dança, e esses momentos são inesquecíveis”, completou.

Para a docente Antoniana Defilippo, ex-dirigente da Aduff, a realização da confraternização no início do semestre foi uma alternativa acertada, diante da impossibilidade de organizar atividades no fim de 2025 ou no Dia dos Professores e das Professoras no ano passado. Ela destacou que, em um cenário de intensos desafios no cotidiano de trabalho, momentos como esses se tornam ainda mais necessários. “Foi importante, foi bom. A gente riu bastante, se abraçou bastante, cantou num espaço que entendemos como de resistência”, afirmou.
Antoniana também avaliou que o evento dialogou com as pautas da categoria, tanto pelo ambiente quanto pela programação cultural. Para ela, iniciativas como essa fortalecem os vínculos e reafirmam a importância da organização sindical. “Quem tem sindicato não está só. A luta do cotidiano não se faz apenas no trabalho, mas também nesses momentos em que a gente pode sorrir e se reconhecer no outro”, concluiu.
Evelyn Melo, professora do Curso de Serviço Social, saudou a iniciativa, afirmando ter sido uma noite agradável e animada que, sem dúvidas, revigora para a luta e o trabalho. "A gargalhada e a festa têm sido nossa revolução cotidiana. Dançar junto com colegas que compartilham o dia a dia do trabalho é resistência frente à competitividade deste mundo", considerou.
Recentemente filiada à Aduff, Evelyn também disse querer aprender a dinâmica das tarefas do sindicato para se inserir nos espaços e contribuir cada vez mais para o trabalho coletivo. "Precisamos buscar alternativas", afirmou ao se referir à conjuntura desafiadora.
Docente do curso de Psicologia, Daniel Maribomdo considerou que a confraternização da Aduff em Rio das Ostras foi um momento importante de reencontro, no qual o afeto e o sentimento de pertencimento fortaleceram os laços entre colegas de diferentes departamentos. "Estar junto, para além da rotina acadêmica, humaniza nossas relações e nos lembra que não estamos sós", pontuou.
Segundo o professor, esse acolhimento deve se traduzir em luta coletiva, pois estar sindicalizado é a garantia de resistência e conquista de direitos. "O sindicato é, ao mesmo tempo, porto seguro e linha de frente na defesa da universidade pública. Unir o carinho entre pares à organização política é o que nos torna fortes. Sindicalize-se: nossa união é feita de afeto, mas nossa força vem da nossa mobilização conjunta e permanente”, reiterou Daniel.
Da Redação da Aduff
Fotos: Arquivos Pessoais







