Mar
31
2026

Memória e resistência: visitas ao MTDH/UFF inspiram reflexões sobre ditadura e resistência no Brasil

Em sintonia com a Semana de Memória de Lutas do ANDES-SN, museu em Barra Mansa abre programação especial em abril e destaca acesso a acervo da CSN como avanço para a pesquisa histórica e os direitos humanos.

O Museu do Trabalho e dos Direitos Humanos da Universidade Federal Fluminense (MTDH/UFF) e o Centro de Memória do Sul Fluminense/Genival Luiz da Silva (CEMESF/UFF) promovem, ao longo do mês de abril, visitas guiadas ao antigo 1º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB), em Barra Mansa, no sul do estado do Rio de Janeiro. A participação é gratuita e deve ser agendada previamente por formulário online.

A iniciativa ocorre no contexto dos 62 anos do golpe civil-militar de 1964 e integra a programação especial do MTDH/UFF, que realiza visitas compartilhadas à exposição “CORPO-MEMÓRIA – Uma luta vestida de sonhos”. A mostra reúne obras artísticas, fotografias, vídeos, depoimentos e instalações, organizadas em quatro eixos — “Vestida de Sonhos”, “Chão”, “Trabalhadores e Trabalhadoras” e “Lutas e Reparações” —, propondo uma reflexão sobre o mundo do trabalho, a repressão política e as formas de resistência no Sul Fluminense.

As visitas têm como objetivo aproximar estudantes, docentes, pesquisadores e entidades representativas, como a Aduff, das atividades do museu, ampliando o acesso a acervos e narrativas historicamente silenciadas. A ação também está em sintonia com a Semana de Memória de Lutas do ANDES-SN, deliberada no 43º Congresso da categoria, realizado em 2025, em Vitória (ES).

Instalado em um espaço que, no passado, foi marcado por violações de direitos — com registros de prisões, torturas e mortes durante a ditadura —, o MTDH/UFF se consolida como referência na preservação da memória do trabalho e na valorização do protagonismo dos trabalhadores nas lutas por direitos. Vinculado à UFF, o trabalho no museu é coordenado por Alejandra Estevez, professora do Departamento Multidisciplinar da UFF/Volta Redonda, articulando ensino, pesquisa e extensão e contribuindo para o fortalecimento do debate sobre memória, verdade e resistência no Brasil.

Arquivos da CSN

A liberação de parte do acervo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pela Justiça Federal, após anos em litígio, marca um avanço para a pesquisa histórica na região. A medida permite ao Centro de Memória do Sul Fluminense (CEMESF/UFF) ampliar estudos sobre a empresa, as relações de trabalho e os impactos sociais, inclusive no período da ditadura. O acesso fortalece iniciativas como o MTDH/UFF, voltadas à preservação da memória dos trabalhadores e à promoção dos direitos humanos.

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