No dia de ontem (25/03), teve início a greve docente na UERJ, a primeira em dez anos. O movimento foi deflagrado pela categoria após sucessivas tentativas frustradas de diálogo da ASDUERJ com o governo estadual.
As reivindicações dos professores e professoras da UERJ envolvem a recomposição das perdas salariais, o pagamento de parcelas atrasadas, a volta dos triênios e a correção dos benefícios. Além disso, a categoria demanda um aumento das verbas para a universidade, tendo como base a vinculação à receita líquida do estado.
A greve na Universidade do Estado do Rio de Janeiro começa na mesma semana em que o governador Claudio Castro renunciou numa tentativa de fugir do processo que corria no Tribunal Superior Eleitoral. Ao fim do julgamento, o tribunal decidiu pela cassação e pela inelegibilidade do governador.
Vale frisar que a condenação de mais um governador fluminense se deu pela drenagem de recursos públicos por meio de órgãos como o CEPERJ e da própria UERJ na busca pela reeleição. O governo de Claudio Castro ficará marcado pela morte e pela corrupção, como é característico da extrema-direita no poder. No caso do Rio, esse histórico tem impactado o funcionamento da UERJ ao longo dos anos.
Pela coragem de se insurgir contra um governo criminoso na luta por direitos e em defesa da universidade, a ADUFF presta seu apoio à greve docente na UERJ.
Diretoria da Aduff
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