A Diretoria, a assessoria jurídica e a imprensa da Aduff estiveram na UFF em Campos dos Goytacazes, no último dia 18 de março, para participar do primeiro Sindicato Itinerante do ano – iniciativa que visa aproximar a categoria e a seção sindical, fortalecendo o diálogo com docentes em diferentes regiões em que a Universidade Federal Fluminense está presente.
Durante a atividade, os professores e as professoras sindicalizadas obtiveram atendimento jurídico individualizado, realizado por Gabriela Fenske, do escritório Boechat & Wagner Advogados Associados, que presta serviço para a Aduff.
Em seguida, ocorreu uma roda de conversa com a participação da diretoria da Associação de Docentes, representada por Susana Maia (Departamento Interdisciplinar da UFF em Rio das Ostras); Antônio Espósito Júnior (Departamento de Ciências da Natureza da UFF em Rio das Ostras) e Raul Nunes (Faculdade de Educação da UFF em Niterói).
Na ocasião, além de saudar os/as colegas e comentar a importância de estar na UFF em Campos dos Goytacazes, a direção do sindicato compartilhou informes, com foco nas deliberações do 44º Congresso do Andes-SN (realizado em Salvador (BA) entre os dias 2 e 6 de março), mencionando ainda os desafios da conjuntura nacional e local. A diretoria também convidou à participação nos Grupos de Trabalho (GT) da Aduff, para reforçar as ações coletiva do sindicato. A gestão da Aduff mencionou ainda a atividade de recepção aos novos docentes e a Tardezinha (veja mais aqui), que acontecerá na próxima sexta-feira (27), em Niterói, que é aberta a todos os professores e professoras. Sindicalizados e sindicalizadas que moram em outra cidade, caso desejem participar dos eventos do dia 27, terão a passagem custeada pela seção sindical.

De acordo com Susana, é essencial ampliar a ocupação dos espaços da Aduff-SSind fora de Niterói, a exemplo de iniciativas como o Sindicato Itinerante e a Assembleia Descentralizada. "É importante pensarmos na ocupação dos espaços do sindicato para além de Niterói; foi justamente essa pressão que possibilitou a alteração do estatuto do Andes-SN, garantindo o reconhecimento de assembleias descentralizadas e simultâneas, com transmissão entre os locais e participação remota, ampliando as formas de envolvimento da categoria", disse Susana Maia. "É super importante também fortalecermos a participação, na Aduff, de docentes que não atuam em Niterói", considerou.
Segundo Raul Nunes, a presença física do sindicato para ouvir demandas locais se faz extremamente necessária. "Esse é um momento importante de aproximação. E faz diferença, especialmente para ouvir demandas que nem sempre chegam pelos canais formais, como a questão do elevador, que identificamos recentemente. Em outro momento, surgiram questões específicas, como a falta de técnicos à época, logo após a cerimônia de inauguração do novo campus [que levou mais de dez anos para ficar pronto, e foi inaugurado em abril de 2025]. Ou seja, a presença física da Aduff nos permite captar melhor essas realidades", afirmou.
Entre as demandas específicas da categoria em Campos, que foram mencionadas durante a roda de conversa, estiveram críticas à dificuldade para estabelecer comunicação e receber retorno de demandas apresentadas a determinados setores da UFF, a exemplo da Divisão de Direitos e Vantagens. Outra crítica versou sobre o fato de servidores aposentados não conseguirem acessar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da UFF – tema que já foi assunto em pauta, levado pela diretoria da Aduff para tratativa em reunião com a reitoria da Universidade, no ano passado.
Os e as docentes também se queixaram da lacuna de vagas deixadas por colegas que passaram em concurso para a unidade e algum tempo depois, por diversas razões, solicitaram remoção para Niterói. Eles e elas reconheceram, contudo, o direito de remoção de seus colegas. Para eles, o que está em foco é que a reitoria elabore uma política de reparação, com a distribuição de vagas para esses campi, de forma que a comunidade não saia prejudicada.
A comunidade da UFF em Campos dos Goytacazes também apontou a necessidade de a UFF solucionar o problema de mobilidade na unidade, especialmente em relação ao funcionamento dos elevadores. “O elevador não condiz com o tamanho que deveria ter. Ele é menor, e o contrapeso não funciona adequadamente. Com isso, a gente acaba ficando preso em um elevador que, em tese, deveria suportar até 12 pessoas, mas na prática aguenta quatro", contou uma estudante do curso de Serviço Social à reportagem da Aduff. "Isso impacta diretamente a acessibilidade. Muitas pessoas não podem usar escadas e dependem do elevador. E mesmo depois de sair dele, no trajeto até a sala, a gente precisava ir de mãos dadas, com cuidado, por causa da velocidade e das dificuldades no percurso, complementou.”
Maior aproximação
Matheus Thomaz da Silva, professor do Departamento de Serviço Social, destacou a importância do Sindicato Itinerante. “Ficamos muito felizes quando a Aduff vem até nós", disse. Ele considerou que a Aduff ainda é muito centralizada em Niterói. “A gente precisa de um regimento condizente com uma Universidade multicampi, como é a nossa. E isso é reforçar esse papel que a Aduff tem na nossa representação, na luta cotidiana dos professores”, disse.
Ele reforçou a articulação entre a Aduff e o Andes-SN e destacou os ganhos da última greve da Educação, a de 2024. "O Andes-SN é muito importante. Na última greve, a gente conseguiu a recomposição salarial e outras conquistas", lembrou.
Segundo Alessandra Genu, do curso de Serviço Social, a presença do sindicato em todos os campi é fundamental, especialmente em uma instituição que se faz presente em diversas cidades no Estado do Rio de Janeiro. “Precisamos fortalecer o corpo docente a partir da presença da Aduff”, afirmou a professora, que também comentou sobre a experiência de ter ido ao 44º Congresso do Andes-SN, tendo somado à delegação da Aduff. "Houve um trabalho sério e intenso de estudo dos textos e dos debates sobre questões que nos afetam", considerou.
Para Ketnen Rose Medeiros Barreto, também do curso de Serviço Social, é de fundamental importância a presença do sindicato de docentes nos campi fora de sede, a fim de fortalecer a atuação coletiva. Ela ressaltou que o contato presencial faz diferença no cotidiano da categoria. “Poder vir à nossa unidade e conversar é muito melhor [do que usar telefone e redes sociais], além de ser mais econômico [do que ir à sede da Aduff] para a gente. Isso também alcança um grupo maior de professores, diferente de quando a pessoa precisa ir até Niterói resolver uma questão individual. Com o sindicato aqui, presencialmente, a gente trabalha o coletivo”, explicou.
A professora também avaliou que esse tipo de iniciativa ajuda a fortalecer a organização entre os docentes. “Acho interessante porque desperta esse movimento do coletivo entre nós, algo que vem se perdendo. Conversávamos mais nos espaços comuns; hoje, cada um fica mais no seu lugar”, avaliou.
Para ela, o sindicato cumpre o papel de mobilizar a categoria. “A Aduff agrega e une as pessoas. Durante muito tempo, muita gente associou o sindicato apenas às festas e aos brindes. Mas, na verdade, a luta é muito maior do que isso”, concluiu Ketnen, há quase 30 anos na UFF.
Confraternização

Ao final do dia 18, professores e professoras da unidade participaram de um momento de confraternização oferecido pela Aduff, na Mangueira Casa Cultural, no bairro Parque Rosário. A música ficou por conta de Marcelo Benjá e João Bosco, enquanto os e as docentes puderam se servir de um farto bufê libanês.
A atividade havia sido planejada para ocorrer no final de 2025, mas foi cancelada devido às chuvas que acometeram a região.

A festa aconteceu, nesse início de 2026, como uma forma de fortalecer os laços coletivos em um ambiente mais descontraído, saudando o começo das atividades letivas. A iniciativa reforçou a importância de aliar mobilização política e afeto, contribuindo para aproximar ainda mais a categoria docente e o sindicato.
Da Redação da Aduff
Fotos: Alexandre Velden







