A Aduff-SSind convoca a categoria para participar do ato que acontecerá no próximo domingo, 8 de março, na Praia de Copacabana, pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres. A concentração é às 10h, na Avenida Atlântica, em frente ao Posto 3.
Em diversas cidades do país estão programadas mobilizações em defesa dos direitos das mulheres, com protestos nas ruas, organizados por coletivas feministas, entidades, e movimentos sociais e populares.
No Rio de Janeiro, o movimento 8M levanta como principais bandeiras: a defesa da vida das mulheres e das crianças; o basta ao feminicídio; a ampliação do orçamento e de políticas públicas de enfrentamento às violências; o fim da escala 6×1 e a garantia do direito ao bem viver; a defesa do aborto legal, seguro e gratuito; a defesa da soberania dos povos, contra o imperialismo e o fascismo; e o posicionamento contra o governador do Estado, prestes a ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico, com uso da máquina pública para fins eleitorais: “Cláudio Castro nunca mais”.
As manifestações ocorrem em uma semana marcada por forte comoção na capital fluminense, após a divulgação de um caso brutal de violência sexual e agressão física contra uma adolescente de 17 anos, vítima de estupro coletivo. Entre os cinco acusados estaria um ex-namorado, apontado como responsável por atrair a jovem até o local do crime.
Também ocorre após a repercussão nacional de recente a decisão do desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que havia absolvido um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos sob a alegação de “vínculo consensual”, contrariando o Código Penal. Diante da reação pública, o magistrado reviu a decisão e condenou o agressor e a mãe da vítima, esta por omissão, à cadeia. Atualmente afastado pelo Conselho Nacional de Justiça, o mesmo desembargador é acusado de ter cometido abusos sexuais no passado.
O cenário de violência de gênero também se expressa nos dados nacionais: o Brasil segue liderando o ranking mundial de assassinatos de pessoas transexuais e travestis, com 80 casos registrados em 2025, segundo o mais recente dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Apesar da redução em relação a 2024, quando foram contabilizados 122 casos, Brasil mantém, há quase 18 anos, a posição de país que mais mata a população LGBTQIA+ no mundo. O documento aponta que, mesmo com a queda numérica, há crescimento nas tentativas de homicídio, evidenciando as lacunas nas políticas públicas de enfrentamento à violência. Veja aqui
Nesse contexto, é fundamental destacar também a realidade das mulheres negras, que continuam entre as mais impactadas pelas desigualdades estruturais no Brasil. Elas enfrentam com maior intensidade a violência de gênero, o racismo ambiental, os baixos salários, a informalidade no trabalho e as barreiras de acesso a direitos básicos, como saúde e educação. Além disso, figuram entre as principais vítimas de feminicídio e violência obstétrica, o que reforça a urgência de políticas públicas capazes de ampará-las com eficácia.
A Aduff-SSind saúda todas as mulheres neste 8M, data que dá ampla visibilidade ao combate às desigualdades e à violência de gênero, atravessadas por diversas outras formas de opressão. Por isso, reforça a importância de ir às ruas no próximo domingo.
Da Redação da Aduff







