Os textos discutem a precarização estrutural que marca instituições multicampi e universidades situadas em áreas de fronteira, evidenciando questões como distâncias extensas, isolamento geográfico, dificuldades para fixação de docentes, carência de infraestrutura e a permanente disputa pelo reconhecimento das especificidades regionais. A edição traz relatos etnográficos sobre a docência na Amazônia, estudos jurídicos acerca do adicional de penosidade, reflexões sobre organização sindical em contextos territorialmente dispersos e análises sobre o papel histórico das universidades populares na América Latina.
A revista também destaca a criação do Grupo de Trabalho de Multicampia e Fronteira no ANDES-SN, fruto de anos de mobilização da categoria docente. Entre os conteúdos complementares, há debates sobre resistência cultural no período da ditadura, análises internacionais sobre os ataques da Nova Direita à educação nos Estados Unidos, entrevista com o ex-presidente do sindicato Gustavo Seferian e uma reportagem fotográfica que registra as mobilizações docentes de 2025 em defesa das universidades estaduais.
Classificada como A3 no Qualis-Capes, a edição reafirma o compromisso da Universidade e Sociedade como instrumento político da luta docente, valorizando vozes de territórios historicamente marginalizados e fortalecendo a articulação nacional em defesa de uma educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada na classe trabalhadora.
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Da Redação do Andes-SN







