Com o mote “Niterói solidária à Venezuela. Nenhuma gota de sangue, nenhuma gota de petróleo!”, movimentos sociais, partidos políticos de esquerda e sindicatos da cidade convocam uma manifestação em solidariedade ao povo venezuelano. O ato acontece no dia 13 de janeiro (terça-feira), a partir das 17h, na Praça Arariboia, no Centro.
A Aduff, o Sintuff e o DCE participam da construção da atividade, organizada coletivamente por entidades do movimento social, forças políticas de esquerda e organizações sindicais do município. A convocação é aberta a toda a população — estudantes, trabalhadores e trabalhadoras, moradoras e moradores da cidade — para ocupar a Praça Arariboia em defesa da soberania venezuelana.
O protesto tem como objetivo denunciar a violência e a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, reafirmando a solidariedade internacionalista, a defesa da autodeterminação dos povos e da paz na América Latina.
“O ato foi pensado por um conjunto de movimentos sociais e sindicatos preocupados com a situação da Venezuela, com os ataques ao país e com o sequestro do presidente eleito Nicolás Maduro e de Cilia Flores, a primeira dama. É uma forma de expressar apoio ao povo venezuelano”, afirmou Isabella Pedroso – professora do Colégio Geraldo Reis (Coluni/UFF) e dirigente da Aduff.
Segundo ela, há uma articulação ampla e significativa entre movimentos sociais históricos, sindicatos e organizações populares do município em torno dessa pauta, impulsionada também pelo Comitê de Solidariedade à Palestina de Niterói. “A partir desse conjunto de forças, ocorreu uma unificação das organizações de esquerda na cidade. Esse é um aspecto especialmente importante da mobilização, pois a expectativa é que o legado dessa unidade se mantenha após o ato, possibilitando a construção de novas ações no futuro”, avaliou a docente.
Para Isabella, essa articulação pode ainda contribuir para reativar um fórum de esquerda em Niterói, com a unidade entre movimentos sociais e sindicatos. Ela acredita que o espaço possa ser reorganizado, permitindo que a cidade volte a atuar de forma conjunta diante das próximas conjunturas — regionais, nacionais ou internacionais.
“Foi significativo observar a capacidade de articulação dos movimentos mesmo em um período de virada de ano, quando muitas pessoas entram em recesso. Ainda assim, foi possível organizar ações importantes, como o ato realizado no Rio de Janeiro, no dia 5 de janeiro, e agora este ato em Niterói”, concluiu.
Da Redação da Aduff







