A disputa judicial envolvendo o plano de saúde coletivo da Unimed tem sido um dos principais desafios enfrentados pela Aduff-SSind ao longo de 2025. O tema motivou diversas reuniões entre o sindicato e os beneficiários e as beneficiárias do plano. No dia 17 de dezembro, um novo encontro foi realizado na sede da seção sindical, com possibilidade de participação remota, para atualizar os filiados e as filiadas sobre os mais recentes desdobramentos do processo em tramitação na Justiça.
A reunião contou com a presença da assessoria jurídica da Aduff, representada pelo advogado Carlos Boechat. Na ocasião, foi informado que os recursos apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) — tanto pela Unimed quanto pela Aduff — foram considerados improcedentes pela ministra Nancy Andrighi, em 02 de dezembro de 2025. Com isso, permanece válida a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), de abril, que autoriza a Unimed a rescindir o contrato do plano coletivo, desde que apresente aos beneficiários e às beneficiárias uma proposta de migração para planos individuais.
De acordo com a diretoria do sindicato, há a expectativa de que a Unimed recorra até a última instância para evitar a obrigação de ofertar alternativas individuais. A Aduff, por sua vez, reafirmou que também seguirá recorrendo, sustentando que a rescisão pretendida pela operadora é abusiva e indevida, não devendo ser acolhida pelo Judiciário.
“Nós realizamos diversas reuniões ao longo de 2025 com os beneficiários e as beneficiárias do plano da Unimed e seguiremos em diálogo em 2026 para buscar soluções coletivas”, afirmou Raul Nunes, professor da Faculdade de Educação e secretário-geral da Aduff. Segundo ele, o sindicato continuará recorrendo judicialmente, conforme deliberado com os contratantes do plano, para denunciar a abusividade do cancelamento unilateral pretendido pela Unimed. Raul destacou ainda que a diretoria reconhece a necessidade de buscar alternativas, movimento que já vem sendo feito em 2025 e que será intensificado no início de 2026.
Durante o encontro, os advogados informaram que será protocolado um novo recurso no STJ, solicitando que a ação seja julgada por um colegiado — ou seja, por mais de um ministro — em vez de uma decisão monocrática. O recurso deverá ser apresentado após o recesso do Judiciário. Paralelamente, a diretoria acompanhará se a Unimed adotará a mesma estratégia.
Encerrado o prazo para a interposição de recursos, o setor jurídico da Aduff divulgará uma nota oficial com informações sobre os próximos passos do processo, confirmando a interposição do recurso pelo sindicato e informando se a Unimed também recorreu.
Caso a operadora não apresente novo recurso, a rescisão poderá ser efetivada, com a oferta de migração para planos individuais — alternativa que, conforme a decisão do TJRJ, já poderia ter sido apresentada desde abril. A avaliação da Aduff, no entanto, é de que a Unimed deverá recorrer, o que tende a adiar a efetivação da rescisão.
A nota informativa, prevista para ser divulgada entre janeiro e fevereiro de 2026, também trará estimativas de prazos para o julgamento do novo recurso. A expectativa atual é de que a análise ocorra ainda no primeiro semestre de 2026, período em que o sindicato seguirá buscando outras alternativas para garantir a cobertura de saúde dos associados.
No âmbito da diretoria, o início de 2026 será dedicado à intensificação das buscas e negociações por planos de saúde alternativos, com o objetivo de encontrar uma opção que atenda às necessidades dos sindicalizados, das sindicalizadas e dos contratantes do plano da Unimed. Apesar das diversas consultas já realizadas, até o momento não foi identificada uma proposta que reúna todas as condições desejadas.
A direção da Aduff também reforçou, novamente, que qualquer decisão será construída coletivamente, com ampla transparência e participação da categoria.
Da Redação da Aduff







