Jan
05
2026

Ato na Cinelândia, na segunda (5), vai repudiar invasão dos EUA à Venezuela e defender o direito à soberania dos povos

O ataque dos EUA e o sequestro de Nicolás Maduro expõem a tentativa de controlar as reservas petrolíferas venezuelanas pelo governo estadunidense e acendem um alerta para toda a América Latina

Manifestantes estarão reunidos na tarde desta segunda-feira, dia 5 de janeiro, a partir das 16h, na Cinelândia (Centro do Rio de Janeiro), para participar do ato "Fora Trump – Venezuela se respeita!”, que denuncia os interesses estadunidenses na América Latina e condena a violação da soberania venezuelana.

No dia 3, o governo de Donald Trump realizou uma ofensiva militar contra o país latino-americano e sequestrou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Adela Flores. Embora os Estados Unidos aleguem que ambos liderariam o tráfico internacional de drogas, a acusação aparece como um pretexto para encobrir o verdadeiro interesse da ação: o controle das vastas reservas de petróleo do país, que ultrapassam os 300 bilhões de toneladas – objetivos esses já declarados pelo próprio Trump. 

Após a captura Nicolás Maduro e Cilia Flores foram levados aos Estados Unidos para julgamento, em um claro movimento de intervenção política e econômica que exige posicionamento internacional contundente contra o avanço do imperialismo norte-americano.

Desde o final de semana, protestos que repudiam a agressão imperialista ocorrem em diversos países da América Latina, na Europa e inclusive nos próprios Estados Unidos. No Brasil, mobilizações também são organizadas em várias cidades, como parte dessa jornada internacional de solidariedade ao povo venezuelano.

O ato do dia 5, que conta com o apoio da Aduff-SSind, é convocado pela Frente de Esquerda Anti-Imperialista em Solidariedade à Venezuela, pela Frente Povo Sem Medo, pela Frente Brasil Popular e por outras entidades dos movimentos sociais. A mobilização defende o direito à autodeterminação dos povos e compreende que a invasão da Venezuela representa uma grave ameaça a todos os países da América Latina.

Da Redação da Aduff