Dez
15
2025

Aduff celebra fim de ano com festa que reúne mais de 150 pessoas

Evento destacou a força coletiva da categoria e reafirmou os desafios políticos e sindicais para 2026

Mais de cento e cinquenta pessoas, entre docentes sindicalizados e sindicalizadas à Aduff e acompanhantes, compareceram à festa promovida pela seção sindical, na noite desta quinta-feira (11), no espaço Quintal d' Casa, no Cafubá (Niterói). 

O evento foi animado pela banda Clandestinas (@bandaclandestinas), formada apenas por mulheres, e pelo DJ residente do espaço – responsáveis por animar a pista de danças. Houve também o serviço de open bar e de recreação infantil durante todo o período da festa, que contou com sorteio de brindes – entre garrafas de vinho, chocolates finos e exemplares do livro "Ruy Mauro Marini: Dependência e Revolução na América Latina: Textos Selecionados (1972-1994)", uma coletânea da obra do autor, publicada com apoio o de diversos sindicatos, entre eles a Aduff. 

Veja as fotos do evento no Instagram da Aduff 


A presidente do sindicato, Maria Cecília de Castro, docente do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni), afirmou que a festa era um momento de exaltação da força do coletivo, sobretudo em um contexto de tantos enfrentamentos. "Organizamos uma confraternização bonita para estarmos juntos, juntas, juntes. Apesar de tudo, seguimos lutando por aquilo que parece o utópico". 

Para ela, o ano de 2026 também trará desafios, como as eleições nacionais, as eleições para a Reitoria da UFF e as eleições para uma nova diretoria sindical. "Vamos prosseguir com a nossa pauta principal, que é a luta pela universidade pública, que é a luta pela classe trabalhadora", antecipou. "Gostaria de agradecer a presença de todos, todas e todes e, especialmente, a cada sindicalizado e sindicalizada; agradecer aos técnicos e às técnicas universitárias, aos estudantes da Universidade. Agradeço às/aos funcionários e à diretoria da Aduff", falou emocionada. 

Acima, parte da diretoria da Aduff (esq. para dir.): Isabella Pedroso, Joana D'Arc, Maria Cecília Castro, Raul Nunes, Beatriz Adura, Adriana Barbosa, Bruno Chapadeiro e Jacqueline Botelho

Cecilia reiterou o desafio de lutar contra a política neoliberal que ataca os trabalhadores e as trabalhadoras do país, e que é compromisso do sindicato se posicionar contra o fascismo, lutar pelas minorias - população preta, população LGBTQIA+, pessoas com deficiência, para que a Universidade se torne, de fato, inclusiva.

Adriana Barbosa, docente da Faculdade de Educação da UFF e diretora de Comunicação da Aduff, afirmou que a confraternização de final de ano da Aduff reforçou a importância da celebração coletiva como ato político e de resistência. "Momentos como esse fortalecem laços de solidariedade entre a categoria. Permitem também que olhemos para as nossas conquistas, que só são possíveis quando organizadas com a força do sindicato", disse. 

De acordo com ela, em meio aos tantos problemas que assolam o cotidiano das e dos docentes de todo o país, a festa renovou a energia para as lutas que a categoria terá que dar conta no próximo ano. 

Segundo Eblin Farage, docente do curso de Serviço Social e ex-presidente da Aduff e do Andes-SN, a festa foi momento de partilha. "Foi ótima! Tivemos alegria e dançamos no fim de um ano de muitas lutas. Para além das assembleias, reunião dos grupos de trabalho e atos, é fundamental reunir os sindicalizados e as sindicalizadas para confraternizar", disse.

Para Viviane Merlin, da Faculdade de Educação, a festa foi um momento muito bacana, porque permitiu o reencontro de colegas que, na correria do semestre, muitas vezes não conseguem se ver. "A celebração desse ano, que foi cheio de lutas e desafios, foi um momento para celebrar as pequenas vitórias e nos fortalecermos para as próximas lutas. Então, assim, o espaço foi muito aconchegante, as mulheres que foram escolhidas para a roda de samba fizeram um som muito bom, a noite foi muito agradável", disse a professora. 

Beatriz Adura, professora do curso de Psicologia e diretora da Aduff, as festas promovidas pelo sindicato também representam um momento pleno de celebração. "Há a certeza de que nós, trabalhadores e trabalhadoras, construímos e nos dedicamos a manter uma universidade pública, de qualidade e que devolva a comunidade uma produção de conhecimento de excelência. Mesmo sendo essa nossa função, precisamos estar sempre celebrando nosso ofício junto com nossos pares. Nada melhor que uma noite para dançarmos, sambarmos e nos abraçarmos", concluiu.

Da Redação da Aduff
Fotos: Alexandre Velden

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