O governo federal informou que a mesa de negociação setorial com a Educação será instalada na próxima segunda-feira (4). Entretanto, dessa mesa específica, foram excluídos o debate e as reivindicações sobre a carreira do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico – EBTT.
A informação foi transmitida pela docente Maria Lúcia Lopes, dirigente do Andes-SN, que, pelo Sindicato Nacional, participou da reunião sobre a frustrada negociação salarial entre os representantes do Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos e os do funcionalismo público, ocorrida nesta terça (29).
De acordo com a docente da Universidade de Brasília, em relação às mesas setoriais específicas, o governo anunciou que estão em funcionamento a da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e a da Agência Nacional de Mineração. Informou ainda que a mesa setorial da Educação será instalada dia 4 e que, no dia 14, terá início uma mesa específica sobre a Segurança Pública.
"[Na Mesa Setorial da Educação] não estará contemplada a carreira de docentes. Está apontada a carreira de outros setores que, segundo a visão do governo, tiveram menos correções e [mais] distorções", disse Lúcia aos manifestantes que participam da Jornada de Lutas pela campanha salarial de 2024, essa semana, na capital federal.
"Colocamos [ao governo] o que significa isso, que é um tratamento discriminatório. Uma situação que não considera a realidade tanto de docentes do magistério superior quanto os de EBTT", explicou Lúcia Lopes.
Segundo a dirigente do Andes-SN, o governo apontou para uma possibilidade futura de discutir a carreira do magistério em nova mesa setorial. No entanto, afirmou que não será, de fato, a mesa a ser instalada no próximo dia 4.
Da Redação da Aduff
Por Aline Pereira e Hélcio Lourenço Filho







