Jul
29
2023

Andes-SN e outras entidades sindicais criticam decisão do governo de adiar data da negociação

Próxima reunião agora está marcada para 10 de agosto; preocupação dos sindicatos, que fazem plenária no dia 8, é com prazos orçamentários; entidades querem organizar mobilizações para 'acompanhar' negociação no dia 10 

ReuniÃo de negociação com o governo do dia 25 de julho, que tratou de pautas que não envolvem impacto financeiro ReuniÃo de negociação com o governo do dia 25 de julho, que tratou de pautas que não envolvem impacto financeiro / Washington Costa/MGI - Comunicação

Da Redação da Aduff

Entidades sindicais do funcionalismo receberam com críticas a decisão unilateral do governo federal de adiar a data da próxima reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, remarcada de 4 de agosto para 10 de agosto de 2023. 

Com isso, a plenária nacional que reunirá servidoras e servidores federais, por videoconferência, foi transferida do dia 1o para 8 de agosto. A plenária está sendo convocada pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), do qual a Aduff-SSind e o Andes-SN participam, e em breve terá o link de acesso divulgado.

Será a terceira rodada da negociação desde o início das conversas em torno da Campanha Salarial referente à data-base de 2024. Os representantes do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos prometeram levar para esta reunião a proposta do governo em relação à disponibilidade orçamentária para reajustes salariais e as pautas que envolvem recursos financeiros.

Vídeo: Direção do Andes-SN critica a decisão do governo federal de adiar a negociação - clicar aqui

A reação fortemente crítica dos sindicatos deve-se ao fato de haver um curto espaço de tempo para as negociações aconteceram nessa fase das conversas: isto porque o prazo para o governo Lula enviar ao Congresso Nacional a proposta de Lei Orçamentária Anual para 2024 se encerra dia 31 de agosto.  

"É uma decisão lamentável que limita – e muito – as possibilidades de uma negociação mais positiva para nossa categoria", observou mensagem divulgada pelo Fonasefe.

"Lamentavelmente encerramos essa semana com a informação da suspensão unilateral da reunião do dia 4 de agosto", disse a professora Lucia Lopes, terceira vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Superiores de Ensino, em mensagem gravada em vídeo da entidade. 

"A transferência dessa reunião para o dia 10 de agosto limitará em muito a possibilidade de uma negociação positiva para a categoria", avaliou, por conta do curto período até a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do envio da LOA ao Congresso.

A dirigente do Andes-SN destaca a necessidade de construção de mobilizações no dia 10 de agosto, com participação da categoria docente, para pressionar o governo e forçar avanços nas negociações. 

Orçamento

A Lei de Diretrizes Orçamentárias já deveria ter sido votada em julho, segundo o que determina a Constituição Federal. No entanto, um acordo avalizado pelo governo Lula e lideranças parlamentares adiou a votação. 

Segundo o relator da LDO, deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), a apreciação das diretrizes orçamentárias está condicionada à aprovação do novo arcabouço fiscal - isto é, das regras fiscais que vão substituir o que hoje está estabelecido na Emenda Constitucional 95, o chamado teto de gastos.

O novo arcabouço fiscal já foi votado na Câmara e no Senado Federal. Como recebeu alterações por parte dos senadores, retornou à Câmara para análise dos deputados e deputadas. 

O Andes-SN e a Aduff avaliam que as mudanças previstas no novo arcabouço fiscal não alteram a lógica fiscal atual. Modelo que, afirmam, prioriza recursos para o pagamento de juros das dívidas públicas, enquanto limita e engessa em termos orçamentários os serviços públicos prestados à população e as pautas sociais.

Da Redação da Aduff
Por Hélcio Lourenço Filho

ReuniÃo de negociação com o governo do dia 25 de julho, que tratou de pautas que não envolvem impacto financeiro ReuniÃo de negociação com o governo do dia 25 de julho, que tratou de pautas que não envolvem impacto financeiro / Washington Costa/MGI - Comunicação