Set
27
2019

‘O Future-se está na ordem do dia e não podemos nem piscar com essa ameaça’

Foi o que ressaltou a professora Adriana Penna, da direção da Aduff-SSind, durante a plenária que reuniu estudantes, técnicos e docentes da Universidade Federal Fluminense, no noite de quinta-feira (26), no campus do Gragoatá, em Niterói. A atividade foi preparatória para a Greve Nacional de 48h da Educação na UFF. 

“O Future-se está aí na ordem do dia e nós não podemos piscar com essa ameaça. Termos conquistado o compromisso do CUV [contra o Future-se] e a rejeição a qualquer abertura para negociar [a adesão da universidade ao programa] é um avanço de fato de professores, técnicos e estudantes. Mas essa ameaça continua rondando a todos nós”, disse a diretora da Associação dos Docentes da UFF - Seção Sindical do Andes-SN. “Precisamos no dia 2 estar dentro do CUV mais uma vez para dizer que essa ameaça vai passar longe dessa universidade, que vamos impedir que esse projeto faça dessa universidade mais um espaço a ser engolido pelo mercado privado”, disse, ao destacar a importância da manifestação convocada para o próximo Conselho Universitário, que ocorre no primeiro dia da paralisação,

O alerta para a ameaça que o Future-se segue representando esteve presente em diversas falas durante a plenária. O projeto do governo federal para o ensino superior público foi rejeitado tanto no CUV quanto na Assembleia Comunitária, ocorrida no dia 21 de agosto de 2019. Também foram muitos os que, na plenária, criticaram apoio ao Future-se do professor Sidney Mello. O ex-reitor da UFF esteve no Ministério da Educação, onde gravou uma declaração ao lado ministro favorável ao programa - o vídeo circulou pelas redes sociais há poucos dias.

A plenária teve o objetivo de organizar as atividades que devem marcar a participação da comunidade universitária da UFF nos dois dias de paralisação. A mobilização tem como pautas centrais a defesa do fim dos cortes orçamentários, com recomposição dos recursos para o funcionamento das instituições de ensino, e a rejeição do Future-se. Este projeto do governo federal para a educação pública superior federal é apontado como um ataque à autonomia universitária, um passo para a privatização da gestão por meio de organizações sociais e uma tentativa de entregar o patrimônio público das universidades para um fundo de investimentos privado.

Agenda da paralisação

A primeira atividade da greve de 48h será a manifestação no CUV, na manhã do dia 2, no campus da Praia Vermelha, em Niterói. Neste mesmo dia, haverá o ‘Universidade na Praça’, das 13 horas às 18 horas, na Praça Araribóia, no Centro de Niterói. Em 3 de outubro, a mobilização começa com uma aula pública e prossegue com a ida conjunta ao ato unificado da Educação no Centro do Rio de Janeiro.

Assembleia aprovou participar

Os docentes da Universidade Federal Fluminense já aprovaram parar por 48 horas nestes dias e participar das mobilizações. A decisão foi tomada na assembleia geral descentralizada realizada entre 9 e 11 de setembro, com rodadas nos campi da UFF em sete cidades: Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras/Macaé, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua, Niterói (Faculdade de Direito) e Volta Redonda (Aterrado).

 

DA REDAÇÃO DA ADUFF

Por Hélcio Lourenço Filho


foto: A professora Adriana Penna fala na plenária  no Gragoatá, na quinta-feira (26)
crédito: Luiz Fernando Nabuco/Aduff