Mai
29
2019

Assembleia docente na UFF aprova parar 24h nesta quinta (30) pela Educação e contra a reforma da Previdência

Assembleia descentralizada ocorreu em seis cidades e também deliberou pela paralisação na Greve Geral de 14 de junho; UFF participará de atos e atividades em todas as cidades em que a universidade tem campi

Também haverá atividades e atos nas demais cidades onde a UFF possui campus Também haverá atividades e atos nas demais cidades onde a UFF possui campus

 

DA REDAÇÃO DA ADUFF

Foram seis rodadas de debates e votações de posicionamentos na assembleia descentralizada convocada pela Associação dos Docentes da UFF - Seção Sindical do Andes-Sindicato Nacional na Universidade Federal Fluminense. Em todas, professoras e professores se posicionaram unânimes a favor da intensificação da mobilização e da luta em defesa da educação pública, pela revogação de todos os cortes e contra a reforma da Previdência que o presidente Jair Bolsonaro quer aprovar no Congresso Nacional.

De forma quase também unânime, apenas um voto não não se posicionou assim, a assembleia docente descentralizada aprovou a paralisação por 24 horas no dia 30 de maio, 2° Dia Nacional de Mobilização da Educação e em defesa dos direitos previdenciários.

A assembleia decidiu ainda pela paralisação no dia 14 de junho, data da greve geral convocada pelas centrais sindicais contra a reforma da Previdência Social e em defesa de todos os direitos trabalhistas e sociais ameaçados pelos projetos de Bolsonaro. A decisão foi tomada sem votos contra - sendo que na UFF em Angra dos Reis e em Santo Antônio de Pádua os docentes optaram por referendar, sem necessidade de nova votação, a posição a favor de parar e participar da greve geral votada na assembleia anterior.

Mobilização na UFF nas ruas

As professoras e professores decidiram ainda que a paralisação será com atividades na universidade e nas ruas. Em Niterói, haverá no campus do Valonguinho aulas públicas e calculadora com o impacto da reforma da Previdência na aposentadoria, a partir das 10 horas. Antes, das 7h às 9h, panfletagem no Terminal. Por volta das 15 horas, a categoria se dirige às Barcas para junto com outros setores se deslocar até o principal ato do dia, na Candelária, no Centro do Rio. De lá, sairá uma passeata ao final da tarde até a Cinelândia. 

Haverá eventos e manifestações também em Volta Redonda, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Angra dos Reis, Pádua e Nova Friburgo, das quais os docentes organizam diretamente com outros setores ou vão participar. Todas têm o apoio da Aduff-SSind.

Rejeição aos projetos de Bolsonaro

Os atos e paralisações desta quinta (30) ocorrem 15 dias após as manifestações que mobilizaram mais de duas centenas de cidades em todos os 26 estados e no Distrito Federal, em defesa da educação pública e contra a reforma da Previdência Social.

Menos de cinco meses após a posse do presidente Jair Bolsonaro, multidões tomaram as ruas de várias capitais do país para repudiar as políticas e os projetos defendidos e aplicados pelo governo. Os atos expressaram o tamanho da indignação de muita gente com os cortes anunciados pelo governo para os orçamentos da Educação pública.

No dia 26 de maio, atos menores, em pouco menos de duas centenas de cidades, convocados pelo presidente Jair Bolsonaro, defenderam o governo, as reformas que eliminam direitos e até o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Houve ações de hostilidade e agressão ao ensino público, como a faixa em defesa da educação arrancada e destruída na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.

Nesta quinta-feira (30), as ruas voltam a ser tomadas e pautadas pela defesa dos direitos da classe trabalhadora, da educação pública, da aposentadoria e das liberdades democráticas e de expressão.

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Quadro parcial das atividades do dia 30 das quais os docentes vão participar

Niterói/Rio de Janeiro
7h às 9h: panfletagem nas Barcas e Terminal de Niterói
10h às 14h: aulas públicas e calculadora da aposentadoria no Valonguinho
15h: concentração nas Barcas para ida ao ato na Candelária
17h: ato unificado na Candelária

Angra dos Reis
Praça do Papão
Aula Pública sobre a educação e exibição de vídeos relativos aos projetos desenvolvidos na universidade

Rio das Ostras
10h às 14h panfletagem na cidade e na Praça do Centro, com participação da comunidade universitária

Macaé
14h: Rodas de conversa  e Aulas públicas e Apresentação de projetos (Calçadão da av. Rui Barbosa, no Centro)
17h: Ato organizado pelos estudantes no Calçadão, com possível passeata
19h: Atividades culturais (na Praça Veríssimo de Melo, no Centro)

Volta Redonda
17h: Ato na Praça Juarez Antunes - Contra os cortes na Educação e a reforma da Previdência - rumo à Greve Geral - organizado pelo Comitê em Defesa da Educação e da Aposentadoria

Pádua
Oficina de cartazes na UFF; depois, caminhada até a Praça Barão de Tefé - com aula pública (atividade organizada pelos estudantes)

Campos dos Goytacazes
14h: Concentração e oficina de cartazes na UFF, em conjunto com outras entidades (Sindipetro, Sindicato da Faetec, Sepe e movimentos sociais)
15h: Ato no Pelourinho

Nova Friburgo
17h: Ato unificado no Centro de Turismo: pela Educação, contra o corte de verbas, contra a reforma da Previdência e pela Greve Geral 

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Etapas da assembleia docente descentralizada na UFF

Niterói:
Paralisação de 24h no dia 30 de maio e na Greve Geral de 14 de junho: 37 votos a favor (decisão unânime - a assembleia teve 48 participantes, mas alguns docentes já haviam se retirado. Não houve proposta contrária à paralisação)

Angra dos Reis;
Paralisação de 24h no dia 30 de maio: 13 votos a favor (unânime).
Greve geral de 14 de junho: Os docentes referendaram em suas falas e não viram necessidade de votar novamente o que já havia sido votado na rodada de Angra da assembleia anterior: paralisação e participação nas atividades da greve de 24 horas.

Rio das Ostras/Macaé 
Paralisação de 24h no dia 30 de maio e na greve geral de 14 de junho: 12 votos a favor (unânime).

Santo Antônio de Pádua
Paralisação de 24h no dia 30 de maio: 8 votos a favor (unânime) - a assembleia teve 11 participantes, mas dois docentes tiveram que se ausentar e um professor, diretor da Aduff, não votou por já ter se posicionado em outra etapa da assembleia).
Greve geral de 14 de junho: Os docentes referendaram em suas falas e não viram necessidade de votar novamente o que já havia sido votado na rodada de Pádua da assembleia anterior: paralisação e participação nas atividades da greve de 24 horas.

Campos dos Goytacazes
Paralisação de 24h no dia 30 de maio e na Greve Geral de 14 de junho: 10 votos a favor (a assembleia teve 12 presentes, mas uma professora teve que se ausentar antes e um professor, diretor da Aduff, já havia votado em outra etapa).

Volta Redonda
Paralisação de 24h no dia 30 de maio: 8 votos a favor e um voto a favor de mobilização sem paralisação; Greve geral de 14 de junho: 9 votos a favor (unânime).

*Nesta assembleia, não foi convocada a etapa Nova Friburgo; os docentes foram orientados a participar da assembleia em Niterói ou em quaisquer das outras etapas.

DA REDAÇÃO DA ADUFF
Por Hélcio Lourenço Filho e Aline Pereira

Também haverá atividades e atos nas demais cidades onde a UFF possui campus Também haverá atividades e atos nas demais cidades onde a UFF possui campus

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