Nov
10
2017

Docentes da UFF param nesta sexta (10) e participam dos protestos nacionais contra as reformas de Temer

Decisão foi tomada por ampla maioria na assembleia descentralizada, que ocorreu na UFF em oito cidades; no Rio, haverá ato às 16h na Candelária

Os professores da UFF param por 24 horas nesta sexta-feira (10), para participar dos protestos nacionais que correm na véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista, considerada pelos sindicatos o maior ataque às leis laborais da história do Brasil

Haverá atos ao longo do dia em provavelmente todas as capitais do país e em dezenas de outras cidades. No Rio, a concentração para a manifestação conjunta convocada pelos sindicatos, centrais e movimentos sociais começa às 16 horas, nas proximidades da Igreja da Candelária. Na UFF em Niterói, haverá concentração pela manhã no campus do Gragoatá e, depois, no Valonguinho e na Praia Vermelha. Devem ocorrer atividades em outras cidades e campi fora da sede.

As manifestações contestam os projetos e o próprio governo de Michel Temer, apontado como ilegítimo e inimigo da classe trabalhadora. O Dia Nacional de Luta com atos e paralisações exige o arquivamento da reforma da Previdência e a revogação da trabalhista, da Lei das Terceirizações e da emenda constitucional que congelou e, na prática, reduzirá os recursos dos serviços públicos (EC 95) – atingindo pesadamente áreas como a educação, a Pesquisa e a Ciência e Tecnologia.

A Medida Provisória 805 também é contestada. Ela aumenta a alíquota previdenciária dos servidores, passando de 11% para 14% sobre o que exceder o teto do Regime Geral da Previdência Social, e adia para 2019 a parcela de reajustes de vários setores do funcionalismo, entre eles os docentes federais.

Participação na assembleia

A decisão dos professores da Universidade Federal Fluminense de parar foi tomada na primeira assembleia descentralizada já realizada pela categoria. A Aduff-SSind convocou oito etapas para a assembleia: Macaé, Niterói, Angra dos Reis, Rio das Ostras, Campos, Volta Redonda, Friburgo e Pádua. Em sete das oito reuniões – que juntas constituem a assembleia geral descentralizada – os docentes votaram por unanimidade ou majoritariamente pela paralisação. Apenas em Angra dos Reis, os professores votaram contra a paralisação, sob a argumentação de que haverá uma atividade excepcional no dia que já estava programada e convocada há bastante tempo.

Ao todo, pelo menos 156 professores participaram da assembleia nas oito cidades em que ela foi realizada. Destes, 91 votaram favoravelmente à paralisação, um docente votou contra parar e 14 se posicionaram pela participação apenas com mobilização, sem paralisação.

Reação

As manifestações desta sexta (10), organizadas por dezenas de entidades sindicais e populares nacionais buscam recolocar nas ruas a luta contra os projetos de um governo que possui, segundo as pesquisas, menos de 5% de apoio da população, mas que tenta entrar para história como o que mais direitos e conquistas retirou da classe trabalhadora.