Noticias 2016

DA REDAÇÃO DA ADUFF

No dia 24 de outubro - Dia de Luta contra a PEC do Fim do Mundo –, a comunidade acadêmica da UFF se mobiliza contra a proposta de emenda à Constituição que limita por 20 anos as despesas da União com investimentos em serviços públicos essenciais, como educação e saúde, corrigindo-os somente pela inflação do período.

No Rio, um grande ato contra a PEC 241 irá mobilizar ativistas, sindicatos, entidades, movimentos sociais e juventude, a partir das 17h, na Candelária. Às 15h, docentes, estudantes e técnicos-administrativos da UFF se concentram na Praça Araribóia para realizar panfletagens e formar um bloco da universidade para participar do ato.

Pela manhã, os três segmentos realizam uma série de atividades contra a PEC nos campi da UFF de Niterói. Confira a agenda de mobilização deliberada na última reunião dos três segmentos e participe!

--> 24 de outubro - Agenda de Mobilização na UFF <--

- 8h – Panfletagem na Reitoria e ato dos técnicos-administrativos pela jornada de trabalho de 30 horas

- 10h30 às 14h – Panfletagem nos campi do Gragoatá e do Valonguinho

- 15h - Panfletagem na Praça Araribóia e concentração dos três segmentos para ato na Candelária

- 17h – Ato Contra a PEC 241, na Candelária – Saiba mais em:https://www.facebook.com/events/920846154727056/

foto: Luiz Fernando Nabuco

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO SINDSCOPE - SINDICATO DOS SERVIDORES DO COLÉGIO PEDRO II

A diretoria da ADUFF-SSind vem por meio desta nota se solidarizar com o SINDSCOPE - SINDICATO DOS SERVIDORES DO COLÉGIO PEDRO II - em face às ações persecutórias e intimidatórias que o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro vem empreendendo contra aquele sindicato.

A intimidação dirigida à coordenadora geral do SINDSCOPE, Professora Magda Medeiros Furtado, para prestação de depoimento e entrega de listagem de todos os servidores técnico-administrativos e docentes associados ao SINDSCOPE indica uma postura de perseguição política e atitude antissindical que o governo ilegítimo de Temer deseja imprimir à classe trabalhadora, em especial aos trabalhadores da Educação!

Toda solidariedade à companheira Magda e aos associados e às associadas ao SINDSCOPE!

NADA A TEMER! FORA, TEMER! NENHUM DIREITO A MENOS!!!

DIRETORIA DA ADUFF-SSIND (GESTÃO DEMOCRACIA E LUTA)

No Rio, grande ato contra a PEC 241 acontece na segunda (24), a partir das 17h, na Candelária. Às 15h, docentes, estudantes e técnicos-administrativos da UFF se concentram na Praça Araribóia para realizar panfletagens e formar um bloco da universidade para participar da manifestação.

DA REDAÇÃO DA ADUFF
Por Aline Pereira

A CSP-Conlutas e o Andes-SN são duas das mais de 40 signatárias do "Manifesto em Defesa da Educação Pública! Educação na rua contra a retirada de direitos, a Lei da Mordaça e a Reforma do Ensino Médio”, em circulação desde o último dia 16 de outubro. O documento conta com o apoio de diversos sindicatos e entidades representativas do movimento social, se posicionando contra a pauta conservadora defendida pelo governo Michel Temer (PMDB).

O Manifesto critica a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 241/2016, que altera a Constituição para limitar as despesas da União com investimentos em serviços públicos essenciais por 20 anos, corrigindo-os somente pela inflação do período. O objetivo do governo é destinar recursos ao pagamento de juros e amortização da dívida pública, asfixiando setores essenciais como Educação e Saúde. Pela gravidade, a Proposta de Emenda a Constituição tem sido chamada de a “PEC do fim do mundo” ou a “PEC da morte”.

O documento também cumpre o papel de convocar a sociedade a se engajar nas manifestações nacionais do próximo dia 24 de outubro, segunda-feira, para reagir à retirada de direitos dos trabalhadores.  No Rio, um grande ato contra a PEC 241 irá mobilizar ativistas, sindicatos, entidades, movimentos sociais e juventude, a partir das 17h, na Candelária. Às 15h, docentes, estudantes e técnicos-administrativos da UFF se concentram na Praça Araribóia para realizar panfletagens e formar um bloco da universidade para participar do ato.

Leia, abaixo, o manifesto na íntegra:

MANIFESTO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA! “Educação na rua contra a retirada de direitos, a Lei da Mordaça e a Reforma do Ensino Médio”

A educação, em todos os seus níveis, desde a educação infantil até o ensino superior, é um direito da população e um dever do Estado, assim como definido no artigo 205 da Constituição Federal de 1988. Mesmo sendo um direito, as medidas anunciadas pelos diferentes governos, tanto no nível federal como em estados e municípios, têm se apresentado como um forte ataque, intensificando o processo de desmantelamento da educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.

A educação, como afirmava Paulo Freire, “sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”, e por isso só pode ser plenamente desenvolvida, se tiver real investimento na carreira dos profissionais da educação (professores/as e técnico-administrativos), assim como investimento em estrutura e assistência estudantil para garantir condições de trabalho e estudo, respectivamente.

Desde a década de 1990, a educação brasileira, em todos os níveis, passa por um processo de contrarreforma, assim como vem ocorrendo em diferentes partes do mundo, intensificando o processo de privatização e a mercantilização, fazendo da educação uma mercadoria e não mais um direito.

Recentemente esses processos têm se intensificado, com iniciativas de militarização das escolas públicas em alguns estados; não aplicação do piso salarial do ensino fundamental em vários estados e municípios; corte de verbas na educação pública superior em cerca de R$ 11 bilhões; imposição de regime meritocrático como forma de impedir a progressão na carreira dos/as profissionais da educação dos diferentes níveis; iniciativas de projetos de lei Escola sem Partido, que para nós representa a imposição da Escola com Mordaça, retirada do debate de gênero do Plano Nacional de Educação e dos Planos Estaduais e Municipais de educação, e agora a medida provisória de reforma do Ensino Médio, de forma autoritária.

Entre tantas outras iniciativas, que passam pelo não cumprimento dos acordos firmados com os profissionais da educação no âmbito federal e estadual, terceirização e imposição de parceria público –privada na educação.

Agrega-se a esse conjunto de medidas a imposição da PEC 241/16, que entre tantos outros malefícios à população, congelará por 20 anos os investimentos em políticas sociais, e assim sendo diminuirá significativamente o investimento público em educação ao longo das duas próximas décadas, atingindo de forma devastadora a Educação e Saúde públicas. Com a mudança na Constituição Federal proposta pela PEC 241, aliada ao PLC 54 (ex-PLP 257, refinanciamento das dívidas dos estados) e o PLS 204 (“legaliza” novos esquemas sofisticados de geração de dívida pública que já se encontram em funcionamento em diversos estados e municípios brasileiros), teremos o completo desmonte da educação pública, com redução de salários e progressões e diminuição ainda maior dos investimentos públicos na educação pública.Essas medidas, aliadas às reformas trabalhista e previdenciária, e à política de privatizações e entrega das riquezas naturais, como no caso da exploração do petróleo no pré-sal, atingirá todos os serviços públicos, os servidores públicos e a população em geral, intensifi- cando a retirada de direitos duramente conquistados pelos trabalhadores/as, estudantes e movimentos sociais no Brasil.

O Brasil do século XXI, com todas essas medidas, se anuncia ainda mais desigual, com forte retrocesso para o setor da educação. Por isso, é hora de estarmos TODOS/AS nas ruas, em unidade, construindo a resistência e a defesa da Educação Pública!

Convidamos todos/as profissionais da educação, técnicos-administrativos e estudantes de todos os níveis, assim como seus responsáveis, e os movimentos populares e sociais, para junto com as entidades de educação dizer NÃO aos retrocessos e a retirada de direitos.

A conta da crise capitalista não pode ser paga pelos trabalhadores/as!

Todos/as às ruas para construir a Greve Geral! Dia 24 de outubro – Dia Nacional de Paralisação e Mobilização dos Servidores Públicos e da Educação.

Entidades e Movimentos que assinam:

Entidades Nacionais da Educação: ANDES-SN; FASUBRA; SINASEFE

Outras entidades nacionais: CFESS, ABEPSS, Jubileu Sul, Auditoria Cidadã da Dívida

Confederações e Federações: PROIFES-Federação, CONTAG

Entidades de Base da educação (estaduais e municipais): APEOESP

Movimentos Sociais: MTST, MST, Levante Popular da Juventude, Rede Emancipa Movimento Social de Educação Popular

Centrais Sindicais: CSP-Conlutas

Entidades Estudantis: UNE; ANEL, ANPG, UBES, ENEV (Executiva Nacional de Estudantes de Veterinária), Executiva Nacional dos Estudantes de Fisioterapia, UEE Mato Grosso, UEE MG, UEB, UEE Livre RS, UEE RJ, UEE Amazonas, UEE GO, UEE RJ, União Paranaense dos Estudantes, UCE, AME, UEE SP, DCE da UPE, DCE UEMG, DCE Libertas Pitagoras Betim, DCE UFMT Cuiabá, DCE UNEMAT Alta Floresta, DCE UNEMAT Colider, DCE UFPI Picos, DAE - UNIC Sorriso, DCE UFVJM, DCE IFC, DCE UFMT CUA, DCE UFERSA, DCE UEPB, DCE UCS, DCE FADERGS, DCE Feevale, DCE PUC Poços de Calda, DCE UNISO, DCE FURB, DCE FMU, DCE Livre da Uni9, DCE UNIP São Paulo, DCE Anhanguera RMC, DCE IFPR Luiz Gonzaga, DCE FKB, DCE FATEC, DCE UNIDERP, DCE UVV, DCE URI Santo Angelo, DCE UFC, DCE UFFS, DCE UNIFORT, DCE UVA, DCE FANOR, DCE UNISINOS, DCE IFCE, DCE UFMG, DCE UNIOESTE Toledo, DCE UFF, DCE USS, DCE Unioeste Cascavel, DCE UNIVEL, DCE Dom Hélder Camara – Unicap, DCE Sergio Miranda – UMA, DCE Odjas de Carvalho – UFRPE,DCE UFG, DCE UEPA, DCE UFPI, DCE UCPEL, DCE IESA, DCE IF Feliz, UES - Entidade dos Estudantes de Santarém, DCE UFOPA, DCE UFPA, DCE USP, DCE UFRGS, DCE PUC RS, DCE UNICAMP, DCE UEA, DCE UFAM, CACEF, UMES – MANAUS, DCE UECE, DCE Uesb, DCE UBM/RJ, DCE FTC, DCE IFPA, DCE Estácio FAP, DCE UEPA, UNIRIO, DCE UNEB

O MANIFESTO CONTINUA ABERTO PARA A ADESÃO DE OUTRAS ENTIDADES DA EDUCAÇÃO

Estudantes ocupam unidade de Realengo do centenário colégio público carioca e defendem escola plural e democrática

DA REDAÇÃO DA ADUFF
foto: reprodução de imagem postada na página do movimento no Facebook

O campus do Colégio Pedro II em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi ocupado por estudantes, na manhã da quinta-feira (20). Texto divulgado na página do movimento no Facebook diz que as três principais razões da iniciativa são a PEC 241, que congela os orçamentos de áreas como educação e saúde por 20 anos, a medida provisória que ‘reforma’ o ensino médio e o projeto ‘Escola Sem Partido’, que defende o fim do pensamento crítico e do debate em sala de aula.

A decisão de ocupar a escola foi tomada em uma longa assembleia, da qual participaram mais de 500 estudantes – segundo os alunos, a maior da história da unidade. Os alunos ressaltam que a iniciativa parte deles e que não estão sendo nem orientados e nem influenciados por professores. E pedem o apoio dos servidores à luta em defesa da educação pública. “Temos como pauta principal o congelamento de gastos primários, congelamento este proposto pela PEC 241. Além disso, a lei do ‘Escola Sem Partido’, uma lei da mordaça, já está censurando e perseguindo professores e professoras da instituição, alegando que estamos passando por uma espécie de doutrinação. A medida provisória da Reforma do Ensino Médio também entra na pauta, pois não atende nossas necessidades, nos privando o estímulo do pensamento crítico excluindo da grade matérias como filosofia e sociologia”, diz trecho do texto publicado por eles nas redes sociais.

Os estudantes afirmam que não vão ficar paralisados diante do que está acontecendo. “Mostraremos que nós, alunos, não somos passivos, não permitiremos que as instituições públicas sejam mais sucateadas, que a relação aluno-professor (que deve ser horizontal e não hierárquica) seja revertida ou a pluralidade política dentro do colégio”, afirmam. “Queremos uma escola democrática e, visto que o governo não está disposto a negociar conosco ou nos ouvir, alunos do Colégio Pedro II, que temos histórico de luta, mostraremos e construiremos a escola que queremos”, finaliza o texto publicado no perfil “Ocupa CP2 Real”.

As ocupações de escola contra a reforma do ensino médio e a PEC 241 vêm se espalhando pelo país e já ocorre em vários estados. É no Paraná, porém, que o movimento tem mais peso: mais de 700 escolas da rede estadual de ensino estão ocupadas. Também há ocupações nos campi das instituições federais de ensino do Rio e de outras unidades da federação.

DA REDAÇÃO DA ADUFF
Por Hélcio Lourenço Filho

foto: reprodução de imagem postada na página do movimento no Facebook

No próximo dia 25 de outubro, terça-feira, às 18h30min, acontece mais uma sessão do Cine Debate na Praça Cantareira. Dessa vez, será projetado o documentário "Ocupados", que retrata de perto a Ocupação da Dona Deda, um dos vários acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), na cidade de São Paulo.

Ao final, tem debate com o professor Felipe Brito (UFF - Rio das Ostras) que tem participado e ajudado do movimento MTST em Rio de Janeiro.

https://www.facebook.com/events/343226356025568/

ANDES-SN assina convocatória de ato que sai da Candelária; Aduff-SSind convoca docentes para participarem da manifestação

Proposta de emenda à Constituição limita por 20 anos as despesas da União com investimentos em serviços públicos essenciais, corrigindo-os somente pela inflação do período. O objetivo do governo ilegítimo de Michel Temer é destinar recursos ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, enquanto setores como educação, saúde, assistência social e segurança pública ficarão à míngua. Por sua gravidade, proposta de emenda constitucional tem sido chamada de ‘PEC da morte’ e ‘PEC do fim do mundo’.

DA REDAÇÃO DA ADUFF

Paralisação por tempo indeterminado começa a partir do dia 24 de outubro

Reunidos em assembleia geral na noite desta terça (18), os técnicos-administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) aprovaram greve da categoria por tempo indeterminado, com início no dia 24 deste mês. A greve nacional dos técnicos é uma orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Pública do Brasil (Fasubra). No decorrer desta semana, os trabalhadores irão realizar assembleia em todas as universidades do país para discutir a deflagração da greve nacional contra a PEC 241/2016, proposta de emenda à Constituição que limita as despesas da União com investimentos em serviços públicos essenciais por 20 anos, corrigindo-os somente pela inflação do período. Por sua gravidade, proposta de emenda constitucional tem sido chamada de 'PEC da morte' e 'PEC do fim do mundo'.

Na UFF, a greve também reivindica a manutenção e a garantia da jornada de trabalho de 30h para todos os trabalhadores técnico-administrativos. “Os servidores estão cansados de permanentes desrespeitos do reitor com a categoria.  Esvaziou os conselhos, se negou a discutir a proposta do sindicato e quer impor a todo custo que as 30h só sejam permitidas para uma parte da categoria. A assembleia teve uma participação expressiva. Esta foi a primeira demonstração de que a categoria não aceitará ser atropelada pelo governo com a PEC 241, e menos ainda pelo reitor que já mostrou sua intenção em acabar com as 30h, que é parte de uma política nacional de retirada de direitos”, ressalta a nota da direção do SINTUFF sobre a deflagração da greve, publicada no site da entidade.

Às 16h desta quarta (19), os trabalhadores da UFF realizam uma reunião do Comando de Mobilização da categoria para organizar a greve. O encontro acontece embaixo do pilotis do Bloco E, no campus do Gragoatá. Na quinta (20), o SINTUFF realiza uma assembleia específica com os trabalhadores do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) para debater greve, pauta interna, serviços essenciais, e outros assuntos. A assembleia acontece às 14h, no refeitório do hospital.

Ato na Reitoria - Na manhã da próxima segunda-feira (24), às 8h, os trabalhadores realizam o primeiro ato da greve, na Reitoria da UFF, para entregar a pauta do movimento grevista. Saiba mais em: http://sintuff.blogspot.com.br/

Por Lara Abib
Foto: divulgação Sintuff

Mobilizações ocorrem nesta terça (18), às 17h, e na quarta (19), às 15h, ambas no Ministério Público Federal, que quer cercear a liberdade de expressão e sindical no Colégio Pedro II

DA REDAÇÃO DA ADUFF

O Ministério Público Federal quer proibir campanha ‘Fora Temer’ ou críticas ao governo federal no Colégio Pedro II. É o que diz recomendação encaminhada ao reitor da instituição, Oscar Halac, e, depois, notificação dirigida ao sindicato dos servidores do colégio (Sindscope).

A atuação do MPF deve-se a faixas afixadas pelo sindicato nas grades externas dos campi com a frase ‘Fora Temer’ e ‘Não à Mordaça na Escola’. A recomendação, porém, faz ameaças de processos contra a Reitoria e cobra a responsabilização dos servidores que tenham colocado as faixas.

Faz poucos dias, o MPF notificou os coordenadores-gerais do Sindscope para que prestassem depoimento no órgão e fornecessem listagem com os nomes dos filiados que são professores. A ida dos dirigentes sindicais ao MPF será nesta terça-feira (18) e será acompanhada por vigília de solidariedade aos servidores e ao sindicato, a partir das 17 horas – a sede do MPF fica no Centro do Rio, na av. Nilo Peçanha 31.

A mobilização desta terça antecede a paralisação de 24 horas já aprovada para o dia seguinte, 19 de outubro, pelos servidores do CPII. Nesse dia, haverá ainda um novo ato público, outra vez em frente ao MPF, a partir das 15 horas, em defesa das liberdades democráticas, contra a mordaça na escola e a atuação “arbitrária” do Ministério Público. O protesto contestará também a PEC 241 e todos os projetos do governo que retiram recursos das áreas sociais e direitos dos trabalhadores.

Servidores avaliam que o MPF já usa a suposta ‘neutralidade’ defendida pelo projeto ‘Escola Sem Partido’ para tentar coibir a campanha contra as medidas do governo federal, que colocam em risco os serviços públicos e direitos sociais. Um dos termos usados no ofício entregue ao reitor fala em ‘doutrinação’. “Temos o direito de sermos pessoas que escolheram estar ao lado da defesa da liberdade, da educação pública laica, gratuita e com referência social”, diz trecho de nota pública divulgada entidade sindical.

A direção da Aduff-SSind, que participará dos atos, se solidariza com o Sindscope e com a comunidade escolar do Colégio Pedro II e apoia a campanha contra a criminalização da liberdade de expressão e da atuação sindical.

DA REDAÇÃO DA ADUFF

Por sua gravidade, proposta de emenda constitucional tem sido chamada de 'PEC da morte' e 'PEC do fim do mundo'; forte repressão policial tenta acabar com ato em defesa dos serviços públicos, mas não consegue
DA REDAÇÃO DA ADUFF
Na noite desta segunda-feira (17), trabalhadores e estudantes ocuparam mais uma vez as ruas do Rio de Janeiro para protestar contra a PEC 241/2016, proposta de emenda à Constituição que limita as despesas da União com investimentos em serviços públicos essenciais por 20 anos, corrigindo-os somente pela inflação do período. O objetivo do governo ilegítimo de Michel Temer é destinar recursos ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, enquanto setores como educação, saúde, assistência social e segurança pública ficarão à míngua.
A concentração para o ato teve início às 17h, na Cinelândia. Por volta das 19h, a passeata seguiu pela Avenida Rio Branco, em direção à Avenida Chile. Na altura da Petrobrás, a Polícia Militar aproveitou um princípio de confronto isolado entre policiais e jovens adeptos da tática 'Black Bloc' para atirar bombas de gás lacrimogêneo contra a manifestação pacífica, na tentativa de dispersar o ato. Os manifestantes mudaram o trajeto e se reagruparam mais uma vez, na Cinelândia, onde ocuparam as escadarias da Câmara Municipal e a praça. "Não adianta me reprimir, esse governo vai cair", cantavam.
Quando a manifestação já caminhava para o fim, sem mais incidentes, policiais militares voltaram a atacar violentamente a concentração na praça e chegaram a invadir bares e restaurantes, com bombas de efeito moral e spray de pimenta. Uma mulher que não participava do ato foi detida no Amarelinho e jogada no camburão da PM, sendo conduzida até a 5a DP, na Lapa, junto com três manifestantes. Uma mídia-ativista também estava entre os presos. Há dezenas de relatos de pessoas feridas, atacadas aleatoriamente pela forte repressão policial.
Também houve manifestações em outras capitais. Em São Paulo, os participantes avaliaram que dez mil pessoas foram às ruas.
Por Lara Abib
Foto Luiz Fernando Nabuco/Aduff-SSind
'Assédio Moral' é o tema do debate promovido pela Diretoria da Aduff-SSind, que acontece no próximo dia 1º de novembro (terça-feira), às 18h, no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia - ICHF/ Bloco P - Campus do Gragoatá - Niterói. Uma das expositoras será a professora Terezinha Martins  dos Santos Souza, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Unirio.
No primeiro semestre desse ano, a seção sindical dos professores da UFF lançou cartilha sobre o tema, que está disponível para consulta na página eletrônica da Aduff:  https://issuu.com/aduff/docs/cartilha_ass__dio_moral_internet
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